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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

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conceitos sob o ponto de vista do observador

Stop whining

Se já é uma canseira ouvir das mulheres que "os homens são todos iguais", a este coro juntam-se os homens com o "as mulheres exigem demais".

Valha-me Sant' Arnold .

Ai samsung, samsung, sua marota.

Gente que não precisa de se preocupar com o dia de amanhã, encostados ou não à família rica, que viaja e vive bem, cabeças de vento ou não, os ricos existem.
Welcome to reality. Deal with it.

Desde que ouvi a Diana Chaves dizer que alterar a cor do seu cabelo era, e passo a citar, "um imenso desafio pessoal", não será a aquisição de uma mala "com dinheiro próprio" ou o "ir até Tóquio" por alguém se considerar muito cosmopolita, que me irá chocar.

Assim, porquê o enxovalhanço a estas figuras?

Quem deu um tiro no pé e um trambolhão foi a Samsung (Desejos para 2013 por Samsung Portugal). Ninguém gosta que lhes seja esfregado na cara o excelente bem-estar dos outros ou a (aparente? espero.espero.espero.) leviandade.

Mas este tempo de antena de gosto questionável, é algo a que os Portugueses já deveriam estar habituados e até apreciar. Principalmente, quando o share de audiências elege a Casa dos Segredos como um dos programas mais vistos, sempre em disputa com o futebol.

A única diferença é que desta vez, em vez de olharmos de cima para a vida dos outros, olhamos de baixo.

Colégios femininos e colégios masculinos - plano de higienização do ensino

Ao meu jovem sempre ofereceram brinquedos telecomandados, por vezes, matacões de guerra.

À minha jovem não. Ela também não queria pois são feios e fazem barulho.

Ofereci-lhe um avião telecomandado. Cor-de-rosa e branco, com um boneco pinipon fofinho.

Andam hoje na rua, a fazer corridas. Ele com o seu "tractor" de guerra. Ela com o seu Boeing cor-de-rosa.
Não sou apologista da igualdade de géneros, mas da igualdade de direitos (i.e. oportunidades).


A moral que retiro desta noticia é: os rapazes são uns coitados que necessitam de um ambiente competitivo, com fichas, actividades e estímulos constantes; mas como são espertas as raparigas!, que assim sendo, só precisam de um ambiente "socialite" e de um grande afecto com o professor para conversar (elas desenrascam-se sozinhas, porque "quando querem estudar, estudam").
É curiosa a argumentação daqueles "pedagogos" e mais curioso ainda o resultado, o discurso dos dois alunos.

Curioso também o jornalista mencionar o pouco à vontade das miúdas, apesar de "Maria diz-se ainda mais confiante, e afirma que a opção fornece mais ferramentas para conseguirem “ultrapassar as dificuldades” e tornarem-se “mais independentes”. Nota-se.

Também curioso dizerem que vão de encontro ao que o público pretende, fazendo referência à venda de produtos com o marketing. Mas não é suposto serem uma escola?


Nem os miúdos são uns débeis mentais, nem as miúdas conseguem exponenciar todo seu potencial sem um devido (cerrado até) acompanhamento.

Perante o exposto, qual destes dois mundos se encontra mais preparado para o mercado?

Dadas as opções, a resposta parece-me clara.


Se o futuro (sombrio!) do ensino privado for este modelo (dado que o público começa a nem ser alternativa), prevejo que terei de mascarar as miúdas de rapazes para terem acesso a algo que as prepare para a realidade que as espera.

 

Notícia: Quando os rapazes e raparigas não se encontram nos corredores das escolas.

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