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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

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conceitos sob o ponto de vista do observador

"O Último Hotel"

"(...) A memória é um chapéu velho; a imaginação é um par de sapatos novos."

LEWIS J. Patrick, INNOCENTI, Roberto, "O Último Hotel", Porto, Ambar, 2002.

 

 

 

 

Este livro é tão apelativo, mas tão apelativo, que dei por mim longos períodos só a admirar e a re-admirar as ilustrações - estas, pejadas de deliciosos detalhes. (E depois está tudo bem enquadrado e bem pintadinho e bonitinho, e piti-piti-piti).

 

O mote é um hotel Fantástico, que recupera pessoas (escritor, piratas, aventureiros, sereias, pistoleiros) que perderam/ não encontram um objectivo de Vida. São pequenas viagens de auto-descoberta que Lewis conta e Innocenti retrata.

"The sardine is mine!"

Exposição "A sardinha é minha! / The sardine is mine"

@ Núcleo Arqueológico da Rua dos Correiros, Lisboa, patente até 03 Setembro.

Entrada gratuita.

 

"Primeiro, em 2009 e 2010, por ilustradores, designers e artistas plásticos convidados e, este ano, finalmente, em democracia absoluta e ao alcance de qualquer um!

Da cartolina ao tecido, da folha de papel aos objectos tridimensionais mais surpreendentes, esta mostra é um espelho do talento de todos os que vivem as festas da cidade."

in prospecto da exposição.

Morro de amores pelo (/a escrita) Sr. Zink

Chefe de Policia: O Senhor vai acompanhar-me à esquadra!

Rui Zink: Ai isso é que não vou!

@ performance louca na Rua Augusta, na década de 1980.

 

Marco Paulo tem dois amores. Em bom Português, tenho três. Como é sabido, um deles é RZihihih (risinho meio histérico).

 

 

 

 

Contos hieroglíficos

"Caprichos insignificantes", afirma o autor respeitante ao conjunto de contos que formam "Contos Hieroglíficos".

Destilando sarcasmo corrosivo alternado de divertida ironia, Walpole ora expõe ao ridículo a sua sociedade pensante(1), coquete, dirigente (2), religiosa como enaltece através do mesmo mesmo registo a trabalhadora - reporta a um contexto da 2ª metade do século XVIII.

Mais do mesmo, poderá dizer-se, caso não fosse o modo como Walpole o faz: re-escrever a História sem ter de ser minimamente credível, é hilariante.

... E muito politicamente incorrecto no que toca aos temas: "donzelas casadoiras" ou a monarquia.

 

(1) "As cabras em Hirgonqúu podiam muito bem ser ovíparas e pôr ovos para chocarem ao sol. Esta é a minha suposição, independentemente de acreditar nele ou não. Estou, aliás, disposto a contestar e a insultar qualquer pessoa que se oponha à minha hipótese. Seria o cúmulo, se os homens eruditos fossem obrigados a acreditar naquilo que afirma!", in WALPOLE, Horace, "Contos hieroglíficos", Lisboa, Cavalo de Ferro, 204, p. 17.

 

"(...) já que nada demonstra estupidez melhor do que um tolo fazendo-se de sábio.", idem, p. 40.

 

(2) "(...) Quem melhor me elogiar será feito grande lorde, e os títulos que concebo são sinónimo dos méritos de cada um em diversas categorias. Temos Beija-Nádegas, o meu favorito; Bajulação, lorde-tesoureiro do reino; Caça-Regalias, chefe da lei; e Blasfémia, padre supremo. Quem fala verdade corrompe o seu próprio sangue, logo, degrada-se a si mesmo.", idem, p. 20.

 

Meu Querido Diário: Uma transcição deslocada, dá azo a erro de interpretação.

Tecla alguém (eu) que aguarda o "Conan - O Bárbaro".

 

Como seguidora incondicional de OHQSD e achando estranho o tom, segui o link para ler toda a transcrição e principalmente o contexto. Percebi então que aquela afirmação era algo mais.

 

"Transformers 3 é um desses filmes: uma avalanche de ruído (visual e propriamente sonoro) que menospreza qualquer gosto narrativo e que, ao longo de 150 minutos, mais não faz do que repetir a lógica pueril de gratificação instantânea do seu próprio trailer.
Como é que um espectador formado (?) apenas a ver filmes como este se pode alguma vez interessar por um épico de Griffith, um drama de Bergman ou uma comédia de Jerry Lewis? A resposta é simples: não pode. Porquê? Porque não sabe e, sobretudo, porque foi educado para não querer saber."

Sound Vision

 

Perante a última frase, admito que o contrário, me faz "comichão".

Tudo depende de um contexto.

 

Tal como os de massa têm tendência para colocar nos píncaros eventualmente os Transformers ou, há anos, o Independence Day, também os intelectuais o fazem para todos os nomes mencionados, p.ex., no Indie Lx (e falo somente desta nova geração, caso contrário, e dado a preguiça para tal, seria somente deixar a referência de uma qualquer obra da Cinemateca, para debitar aqui os nomes)

 

Mas como disse, é apenas a percepção de alguém (moi), que descontraídamente aguarda o Conan-O Bárbaro.

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