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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

José Pedro Croft

 

 

Na Galeria Chiado 8 existem duas peças estranhíssimas de José Pedro Croft.
Com elas, perde-se totalmente a noção de volume e de profundidade, o que nos quase (juro que me controlei!) obriga a praticar a máxima do tocar para crer.

Volumes que não existem, vazios que estão cheios.

 

Link do vídeo.

 

A não perder na galeria Chiado 8 Arte Contemporânea.
Entrada gratuita.

Mário Laginha e Bernardo Sassetti

Ver/ ouvir dois senhores de jazz a dobrar, esticar e re-misturar músicas conhecidas em modo improviso, só realça ainda mais a razão porque se fazem cobrar tão bem - "tão bem", pelo menos para a minha bolsa (não será então de estranhar que a "rede-quiçá-faz-inveja-ao-SIS" esteja sempre em alerta para quando "seres" como estes actuam de modo gratuito para o "povo").

Esta foi a primeira em que os vi juntos e neste registo. O final, já se coadunava com o que se esperava deles: jazz e muita experimentação.
Foi uma espera muito bem recompensada, fazendo esquecer as condições menos boas para um espectáculo deste género (praça em frente ao São Carlos, Lisboa).

 

Ofereço um cheirinho de 2 minutos.

 

Link do vídeo.

 

 

PS - Pedro Carneiro, que também tocou, venceu o prémio Gulbenkian da Arte. O modo como na última peça, tomou rédeas da percursão foi fabuloso. Elizabeth Davis pode ser (...é óbvio que é!!) muito boa, mas achei-a muito cansativa, alguém que abafava os demais músicos.

 

Tinta Crua

 

Eduardo Conceição (será?), ou alguém por ele que mais ou menos oficialmente responderá pelo nome de Tinta Crua, faz ultimamente da Baixa  Pombalina degradada e devoluta a sua montra.

 

Muitos dos seus elaborados stikers fazem-me lembrar Almada Negreiros.

 

Fã... e a resistir à tentação de pegar numa espátula para descolá-los da parede para levar para casa. Vá deixem-se de hipocrisia do "ai, és egoísta; deixa os outros também desfrutar".

A "sorte" é que o meu "egoísmo" não subjuga o meu querer de preservação da obra.

 

Porra! Que usa ele? Betume???

 

Blog: Tinta Crua

Flirk: Ed 2

Rei

"Vocês têm de ir à fonte. Pelo menos uma vez

na vida, temos de ir beber à fonte.

Mesmo que ela nos possa envenenar.

A vida não é só antídoto, também é veneno.

Tal é a lição do fugo."

 

"- Mas na sua profissão, como diz, ser cruel é uma necessidade.

Certo?

- Certíssimo, Tano. E sabe uma coisa? Devia experimentar.

Talvez tomasse o gosto.

 

ZINK, Rui, GONÇALVES,  António Jorge, "Rei", s.l. ASA, 2007.

 

 

 

 

 

 

Tão apelativo, mas tão apelativo, que vou ali relê-lo/ re-visualizá-lo e já volto.

 

A Beterraba

Olegáro: - Ada! Dá-me um filho, Ada!

Ada: - Já não trabalho para ti!

ROCHA, Miguel, "A vida numa colher - Beterrava", Lisboa, Polvo, 2003, p. 74.