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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

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conceitos sob o ponto de vista do observador

Momento twitter: caiu-me no goto

Já com muitas horas de trabalho intenso sobre os ombros, é natural que a sanidade mental comece a demonstrar alguma deterioração.
Eis que:

 

M. says: Não pude lavar os vidros.
Eu says: então?! que se passou?!?
M. says: Tenho uma osga entalada na persiana.
Eu says: ...
M. says: ...
Eu says: AHAHAHAHAHHAHAHAHHA!!!
M. says: não te rias! Ai é? Vá, vai lá ver! Que nojo!

 

Desafiada, parto ao encalço da osga entalada.

 

Eu says: ... AQUELA MÙMIA!??!?!?! AHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAH
M. says: (M. já chora: sofre de riso descontrolado contagioso)

 

#imagem da microscópica osga ressequida.


Já ouvi muita coisa. Agora ter uma osga entalada na persiana é a primeira.
(je funga)
Caiu-me no goto, 'tá?

socorro que me afogo

Hoje é um dos muitos (e cada vez mais) dias em que me identifico com muito do conteúdo desta imagem.

É um facto, a ovelha negra está a tornar-se cinzenta. E do cinzento já sabemos que é só um passo ao creme.

A uniformização do Ser.

 

#foto "A Beterraba"

"toma cuidado, porque sou eu Nyarlathotep, o Caos"

Ler os "Demónios de Randolph Carter" de Lovecraft é como ver uma pintura de Bosh, tanto pela sua riqueza de imaginário fantástico com seres de formatos indescritíveis, como pelo recurso ao grotesco violento:


"(...) viu que aquela coisa que estava atada à pedra era um marinheiro ainda vestido com os fatos de seda Oriab, crucificado com a cabeça para baixo e com os olhos arrancados (...)" p.41

 

 


A estória desenrola-se em torno do desejo de Carter em alcançar a montanha dos deuses (Ngranek) e contemplar os seus rostos e obter o Conhecimento.

Que posso dizer de um livro que é um clássico, saído da mente de um autor de renome?

Posso apresentar um juízo de gosto e dizer que não apreciei.


A atroz repetição de termos tais como pavoroso, sinistro, seres/ cheiros pavorosos, sinistro diabólico chega a roçar o ridículo:
"levam horrores fabulosos e sem nome", p.9

 

Ou acabam por nos fazer sorrir:
"atingiu as dimensões da blasfémia", p.115 - mas que raio?!?

 

Se pretendem/ gostam de algo rebuscado, "Os Demónios de Randolph Carter" será o livro indicado.

 

Muitas e muitas ideias ficam no ar, por explicar. É comum ler-se que os seres são demasiado "pavorosos" para serem descritos... e quem diz as personagens, diz objectos, assuntos, locais:
"e os ornamentos com terríveis desenhos não podem ser descritos
", p.103. - Poupem-me...

 

Tudo no livro é apresentado de modo dúbio. Nada é sólido
Mas lá está, estamos no Mundo dos Sonhos.

 

 

 

Em termos temporais, tudo se passa no crepúsculo, toda a estória é um interminável pós-por-do-sol.

Assim que cai a noite é logo dia, que por sua vez é logo crepúsculo e onde Carter encontra todas as criaturas, as suas respostas, os seus aliados e/ou a altura do dia onde toda a acção/ avnturas se desenrolam.

 

O ponto interessante será porventura o de reunir várias ideias transversais mais ou menos reconhecidas do mundo espiritual - derivado porventura do historial maçónico familiar de Lovecraft.

 

LOVECRAFT, H. P., "Os Demónios de Randolph Carter", Livro B, Lisboa, Editorial Estampa, 2003.

Instantes à passagem de São Miguel Arcanjo

Inserida nas festividades dedicadas a São Miguel Arcanjo, a tradicional procissão do dia 27 de Setembro e que percorre um punhado das ruas da vila de Queijas (concelho de Oeiras) teve como convidado pela primeira vez o padroeiro dos Bombeiros Voluntários do povoado de Linda-a-Pastora: São João Baptista.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais uma vez e sempre de nariz no ar, lá estive atenta ao meu redor.

Este ano houve quem se esmerasse, embelezando as nossas ruas à passagem destes dois padroeiros.

 

Não consegui deixar de sorrir perante um jovem casal à janela que, sem se deixar amedrontar, colocou um simples mas gigantesco atoalho branco na sua janela. E lá de cima olhavam a populaça que ordeiramente desfilava sobre o seu olhar curioso, sempre ao som ora da banda, ora de orações.

 

 

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