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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

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conceitos sob o ponto de vista do observador

Politicamente incorrecto

O Street View das ruas lisboetas, no Google Maps já está disponível.

É giro.
 
Mas não querendo ser desmancha prazer, admito que não ficarei nada satisfeita se vir a minha casa escarrapachada desta forma na internet.
Já basta a imagem por satélite, não?
 
Qual o interesse público em ter a nossa habitação apresentada na internet?
No caso aqui apresentado, só falta mostrar a cueca pendurada no estendal (numa das vistas é possivel espreitar pela janela e ver parte do conteúdo da marquise).
 
Mas existem alarmantes exemplos.
Num deles pode-se até deduzir que existem crianças naquela habitação, dado que o quintal encontra-se totalmente fotografado.
 
Pessoalmente, não me sinto nada à vontade com isto.
Nada mesmo.
 
Acredito que esta plataforma deveria cingir-se aos espaços turísticos e afins. Pois parece-me que está a levar o voyerismo aos limites.
 
Uma iniciativa que inicialmente achei tão engraçada, verifico que o objectivo está a ser deturpado e a ser não uma fonte de divertimento mas sim de apreensão.
 
 
 
 
Se assim o pretender, o proprietário pode solicitar a retirada dessa imagem?

Tal como o fazemos com as empresas que tiram fotografias panorâmicas a partir de helicópteros? (muito corriqueiro para o interior do país.)

 

Museus?!? "Jámé"!

"(...) many people don't visit them because their perceptions of museums

are from boring and irrelevant places.", p.20

 

 

Através deste espaço, tomei conhecimento da existência de uma tese disponibilizada online que pretende dar algumas luzes do porquê de uns apreciarem uma deslocação a um Museu e outros não.

MATOS, Maria Filipa Barreiro Alves de, "Why Going to a Museum? Motivations and Lifestyle of Museus Visitors and Non-Motivors", Março 2009 - Universidade Técnica de Lisboa.

 

 

Sempre me intrigou a falta de curiosidade demonstrada pela maioria das pessoas face a um núcleo expositivo.
 

Ao ler a tese e observando os seus quadros estatísticos, a serem reais, é assustadora a ausência de interesse pelo espólio/ herança/ novidades plásticas (o que for), e muitos casos em favor de algo tão parco como a televisão.

 

Acreditava que parte se devia à falta de capacidade das pessoas em abrandar o ritmo e assimilar com calma a informação que lhes é apresentada, quer a compreendessem ou não - aqui entraria em campo o factor curiosidade.

Mas segundo Maria Matos, é algo bem mais complexo que isso: esta divide o público por imensas variantes, desde o estilo de vida, ao factor educação, à idade, ao género, etc.


Deixo alguns aspectos que retive quanto às inquietações levantadas - quem vai ou não vai ao Museu e porquê?

 

 

 

 

Uma das questões colocada é o que leva alguém a preferir deslocar-se a um centro comercial visitar uma loja recentemente inaugurada, ir a um concerto ou procurar um festa para deixar as crianças em detrimento de uma visita a um museu?
O que motiva uns e desmotiva outros?

 


1) O Museu


O conceito de Museu, como tradicionalmente o consideramos, começa a estar obsoleto no século XXI, dado que a experiência educacional começa a não ser suficiente para motivar a visita.
Estes estão cada vez mais a ser pressionados para abordarem o problema de modo empresarial, sendo os seus visitantes, os clientes.
Estes têm de deixar a sua estaticidade para algo que fomente a interacção.

 

Um outro desafio passa por tornar os seus visitantes fiéis, ou seja, levar a população circundante a frequentar os núcleos museológicos.

 

O primeiro sinal de que o Museu estava a mudar deu-se com a introdução de cafetarias e lojas - um modo de financiamento para além dos tradicionais fundos estatais ou de mecenas privados.

 

A frase de ordem é a de que os Museus têm de conhecer o seu público.

 


2) Algumas características do público

 

- actualmente os valores do individual e do Conhecimento são substituídos pelo social/ pelo colectivo e divertimento/ entretenimento;
- as pessoas quando se deslocam em grupo aos museus buscam a interacção entre elas, buscam uma actividade dentro destes moldes;
- uma característica dos "não-visitantes", é a de que a sua deslocação aos locais museológicos cinge-se ao espaço envolvente às instalações: cafetaria, jardins, loja;


- uma das alegações muito utilizada é o factor preço, no entanto são também apontados outros tais como a incompreensão do observado, falta de interesse, o não retirar entretimento do visitado;

 

- o turismo que busca a herança pode ser fomentado - trata-se de um turismo com uma carga elevada de interesse pela Cultura Histórica ou Natural de um determinado local mais emblemático;

 

- é comum a utilização da frase "quem vê um, vê todos", sendo o preço das entradas o factor mais apontado - não estão dispostos a gastar dinheiro em algo que antemão acreditam não gostar;
- análises provam que a questão monetária é secundária: quando entrada gratuita, o fluxo de visitantes não sofre grande variação; o dinheiro é gasto na mesma, canalizado para outras actividades;
 

- muitos consideram que o divertimento e o conseguir despertar a curiosidade são fulcrais para captar visitantes;

 

- a educação continua a ser a razão primordial para uma visita, ainda que o fugir da rotina comece a ganhar cada vez mais terreno.

 


3) Visitante vs Não-visitante

 

- o grupo que mais vai ao museu é o de educação liberal, ainda que sendo o grupo com menos expressão numérica; estes não buscam o estatuto ou distinção nem consideram apelativa a ostentação de uma imagem; estes apreciam a variedade de oferta;
 

- os grupos familiares visitam um museu porque mantêm a imagem de que são locais onde se fomenta a aprendizagem e onde todos os membros podem participar numa actividade;
 

- apesar dos "visitantes" e dos "não-visitantes" compreenderem a importância do papel de um Museu, o segundo é incapaz de retirar ou conceber sequer a ideia de prazer numa visita a essas instalações;

 

- o grupo dos "visitantes"

  • é maioritariamente formado por mulheres;
  • tem educação superior
  • desenvolvem uma actividade profissional

 

- o grupo dos "não-visitantes":

  • é maioritariamente formado por homens;
  • os estudantes são os que menos se deslocam aos Museus;

 

- ambos:

  • é indiferente se o indivíduo/a é solteiro/a ou casado/a, se tem filhos ou não;
  • verificam semelhante tendência para viajar e para a vida social nocturna;

 

- motivos de constrangimento defendidos pelos "não-visitantes": falta de tempo, preço, interesse, incompreensão do observado, o sentimento de insatisfação na actividade, esquecimento, adiamento; o esquecimento está estreitamente ligado ao facto deste grupo simplesmente nem considerar uma visita.

 


4) O Marketing
 

Alguns estudiosos alertam para o perigo da demasiada comercialização destes locais, pois incorre o perigo de deturpar o propósito inicial de um Museu, factor que ainda é muito apreciado: o da aprendizagem.

 

O problema da estaticidade passa por uma administração ineficiente, assim, estratégias de marketing devem ser desenvolvidas:
- perceber as expectativas do público;
- assumir a responsabilidade de abarcar todo o género de público;
- desenvolver soluções que torne a oferta irresistível sendo preterível às demais actividades oferecidas para lazer.

 

Algumas direcções continuam a não compreender a importância de uma boa comunicação e que esta passará por um bom site actualizado.
A "venda" do Museu como uma marca, ajuda a pessoa a identificar-se com ele e eventualmente em tornar-se sócio, etc.

Outro fenómeno que cada vez mais se verifica é a necessidade de actividades para o indivíduo e para o colectivo:
- existem diferenças no que cada um considera razoável para despender em termos de tempo - aquele que se movimenta em grupo tem tendência a ser mais impaciente;
- existem diferenças no conceito de lazer antigo e actual no que se refere às actividades extras dos mais novos, nas quais os pais não são incluídos.

 

Dado que as pessoas continuam a valorizar o lado educacional em detrimento do divertimento, o primeiro passo seria alterar a imagem mofenta que a maioria tem destas instituições.

 

 


Concluo que existe muito de Gulbenkien nesta tese, pois, de todas as entidades é sem dúvida a que mais se aproxima dos moldes modernos apresentados.

 

Se percebi a razão do desinteresse das pessoas?
Não. Para mim continua a ser esquisito que não se ache fascinante uma peça de arte decorativa medieval a um poster pixelizado saído da New Media Art; que não se sinta qualquer estimulo, curiosidade, por algo tão fora da nossa realidade e conhecimento.

 

Mas mais que isso, não percebo qual a razão para esta tese só estar disponível online na língua Inglesa, quando a Universidade é Portuguesa assim como a sua autora e jurados.
Acredito que a compreensão da mesma seria muito facilitada.

 

"As grutas que escondem as águas subterrâneas da Serra da Arrábida"

 

No âmbito da Ciência Viva em parceria com a SPE, realizou-se ontem mais uma saída de campo. Desta feita, o destino eram as grutas da Arrábida.

 

Orientada pelo professor José Crispim e já com algumas noções geológicas básicas fornecidas pelos seus dois jovens colaboradores (alunos?) no Castelo de Sesimbra, a visita foi marcada pelo seu entusiasmo contagiante, mesmo para quem um calhau é só mais um calhau a não ser que se trate de um diamante.

 

Os alvos foram dois locais: a Lapa das Pombas e a Lapa dos Morcegos.
nota: a grosso modo, lapa significa uma gruta encimada por uma grande laje.

 

 

 

 

 

 

Na primeira, os visitantes (os que se sentiram mais à vontade para percorrer aqueles 10 metros) tiveram a oportunidade de se empoleirar numa escarpa e a cerca de 30 metros de altura (a 2/3 da cota de altura da gruta), espreitar e compreender as variações existentes na Lapa das Pombas e na Furna dos Suspiros (100 metros de comprimentos e cerca de 4 metros de largura).

 

  

 

Num aparte, admito que para baptismo na "arte do empoleiramento", contornar agachada aquela esquina com o ranhoso do capacete (a segurança devia ser mais fashion) em teimar em embater numa reentrância, depois de olhar para a espuma lá de baixo e para a gaivota que pairava sobre mim, como dizia, admito que existiram ali uns segundos que caso necessário, nem com uma espátula conseguiram desgrudar-me da "minha" rocha cheia de caca e de outros detritos não identificados.
Mas depois desta 1ª impressão, o regresso muito mais pacifico (e rápido!), com a minha mochilinha a achincalhar. :)

 

Miguel says: Mas levaste a mochila?!? Isso não desequilibra?
Eu says: ... hellooo, e onde é que colocava a máquina fotográfica?... daah....
Miguel says: ... claro, pergunta parva a minha.
Eu says: adoraria ter filmado o trajecto, mas faltou-me um 3º braço. Acharias genial!!!
Miguel says: claro, claro. principalmente da parte onde partirias o nariz com a brincadeira...
Eu says: que exagero. Mas só faltou o mp3... e com a música do M.Impossivel! AHHAHAHAH!
Miguel says: boa! levar mais tralha é sempre um bom plano!

 

 

 

 

A Lapa das Pombas, que é uma junção de duas grutas, apresenta um variação cromática e de textura bastante diferente.
Isto deve-se não só à sua formação nas profundezas da Terra, mas também ao facto de ter estado preenchida por areia e outros sedimentos trazidos pelo mar - recordo que o nível do mar era muito superior ao actual.
 

Com o recuo dos oceanos, a gruta sofreu novo desgaste, ficando para trás vestígios de dunas consolidadas e rochas roladas provenientes de locais como de rios mais a norte (do rio Tejo chegam rochas que foram identificada serem das Portas de Ródão) (vide vídeo).

 

Link do vídeo.

 

 


A caminho da Lapa dos Morcegos, fomos alertados para os sumidouros. São estes que recolhem as águas das chuvas e pautam um pouco a Serra da Arrábida.

 

 


Estas águas infiltram-se nas rochas originando cascatas esporádicas somente visíveis nos grandes temporais e geralmente, só a partir do mar - é demasiado perigoso ou mesmo impossível, a sua aproximação quando com caudal.

 

 

 

 


Um desses locais (um percurso de água seco) foi o percorrido para alcançar a plataforma sobre a gruta dos Morcegos: o Ribeiro das Terras do Risco.

 

Aí saltitamos na zona a que o Professor denominou dos "fogões e um ou outro frigorífico", para visualmente ilustrar aos mais jovens do grupo, o aspecto do que os esperava.
De facto, os blocos rochosos encavalitados desordenadamente, davam essa noção e pessoalmente, existiam muitos mais "frigoríficos" que fogões...

 

 

 

Chegados à plataforma sobre a gruta dos morcegos, mais uma vez, a vista era deslumbrante.
 

Enquanto descansavamos, no nosso lado direito observavamos as diferentes camadas e a inclinação das mesmas que denunciavam de forma muito evidente o modo como o choque entre as duas placas tectónicas forçaram a subida das massas rochosas em direcção à superfície.

 

 

 

 

Como balanço, surpreendeu-me a variedade de texturas e de coloração na Serra da Arrábida: desde o liso ao rugoso (quartzite ao ferro), ao cinza ao vermelho (calcário à argila), graças também à diferente velocidade com que as rochas se deixam desgastar pelos elementos.
 

Algo tão díspar da que se encontra na zona de Montemor-o-Novo, a 5 passos dali. Um local tão complexo que reúne até vestígios dos 5 actuais oceanos.

 

 

 

 

 

 

 

Para informações e termos técnicos, deve ser consultado o site da SPE.

 

E é assim que as nossas Autoridades caem no ridículo: o Gang 31

Depois de algumas gargalhadas - dado que me fui actualizando do status desta novela do mais recente para o antigo...

Como dizia, depois de algumas gargalhadas com  o  5àSec, é com profundo choque que vejo que a Policia Judiciária afinal não tem mais nada do que fazer.

 

Sempre acreditei que esta entidade somente era chamada para tomar a ocorrência de crimes que ameaçassem a segurança nacional ou que envolvessem pessoas altamente perigosas (gangs, máfias, terrorismo, homicídios, etc.)

Equiparava-a ao FBI, com toda a sua solenidade e poder.

 

Afinal, não passam de pau-para-toda-a-obra, fazendo o papel de Policia Municipal ou PSP.

 

Que vergonha.

 

Dois membros do Movimento 31 da Armada foram hoje à tarde levados por elementos da Polícia Judiciária quando se dirigiram à Câmara Municipal de Lisboa para devolverem a bandeira da autarquia, disse à Lusa fonte próxima do movimento.

 

O "caldinho" das explicações: a Morte

Como explicar a uma criança de 5 anos que alguém de que ela gosta morreu?
A questão é já de si melindrosa.
Antigamente, as crianças ficavam entregues a si, sujeitas aos seus próprios medos – o velório era quase sempre feito no local do óbito, ou seja, em casa e o anúncio nem sempre chegava pela boca de quem mais elas confiavam, os seus pais.
Não que se gostasse menos delas. Mas simplesmente porque “era assim”.


Das gerações mais antigas, são conhecidas verdadeiras histórias de terror psicológico, digno de um qualquer triller de cinema.
Se as crianças “sobreviveram”? Claro, mas presentemente, experimentar a Morte desta forma, ainda se justifica?
A meu ver, não.

 

Actualmente, graças a um maior esclarecimento, procuramos minimizar ao máximo os efeitos colaterais destas situações. Mas existem formas de o fazer correctamente, sem subterfúgios de contos de fadas.

 

Empiricamente, sabemos que a verdade crua é a melhor. E é isso o defendido por quem sabe e é isso que deve ser feito.


Também esta deve ser anunciada pelos pais, mas se tal não for possível, dado que as crianças têm um "tremendo sentido de oportunidade", deixo algumas noções que podem ajudar a esclarecer e/ou orientar tios, outros familiares, amigos.

 

Numa breve pesquisa, destaco um “erro” focado que muitos familiares (na melhor das intenções) praticam: o uso da palavra “Ele adormeceu”, “Ele desapareceu”, pois isto levanta outras questões na realidade dos mais novos – as crianças têm tendência a levar tudo à letra.

 

Neste texto e noutros com os quais me deparei, discordo no entanto que os mais jovem devam participar no enterro: estas (até aos 8/9 anos) a meu ver, somente devem participar se demonstrarem concretamente que é isso que quer. Isto significa que o “nim”, não é resposta concreta.
E isto, pode ser observado pela sua linguagem corporal.

 

Numa dica simples, li algures:
Morte significa que o corpo parou de trabalhar e não consegue fazer nada do que fazia antes: não fala, não vê, não ouve, não pensa, não sofre, não sente nada”.

 

 

E é deixa-las falar, que elas encaminham a conversa. Responder só ao que perguntam, que elas arranjam modo de organizar o resto na sua cabeça.

 

 

Como anunciar a morte?
Nesta história, a mãe explica de imediato ao Júlio que o passarinho morreu. Ela tem razão em não sustentar inutilmente a esperança. Há todavia que dar tempo à criança de se consciencializar suavemente, mas dentro da pura verdade. E, ter a sua mãe presente num momento tão difícil, é fundamental. Tendemos por vezes a utilizar expressões como “ Ele adormeceu”, “ Ele desapareceu”, que são bem mais angustiantes para as crianças. Será que quer dizer que quando adormece, ou quando você se ausenta, ele pode morrer também ( ou você )?

 

O (singelo) Smobile abraça a ala Marimbista

"Desde logo podem ser indiciados pelo crime de furto, neste caso da bandeira do município, que, segundo Rodrigo Moita de Deus, um dos intervenientes, está “muito bem guardada”.

@ Público

 

Queixam-se da bandeira desaparecida. Património público. Compreendo. Por cá também desapareceu uma bandeira. Azul, branca e com uma coroa. Propriedade privada. Ao abrigo da Convenção de Genebra sugiro uma troca de prisioneiros. Combinamos num parque de estacionamento. De um lado polícias municipais do outro Darth Vaders. Nós entregamos a bandeira municipal e do outro lado devolvem a nossa querida bandeira monárquica. É que vai fazer falta para as próximas acções.

@ 31 Armada

 

 

 

Logo à noite, no jornal, já vejo Moita Flores a comentar este terrorismo urbano e como os marambistas somente poderiam surgir do antro cibernáutico.

Uma delicia.

 

IYA!!

"One hundred years ago we had no means of knowing whether there were other solar systems in the Universe.

Today we know of more than 200 planets around other stars in our galaxy and we are moving towards an understanding of how life might have first appeared. (...)"
Catherine Cesarsky
IAU President
(International Astronomical Union)

 

 

 

 

 

Ano Internacional da Astronomia 2009 (International Year of Astronomy), mas porquê?


O ano de 2009 coincide com o aniversário do que se considera serem as primeiras observações feitas por Galileu Galilei há 400 anos.

Este destaque tem como objectivo dar a conhecer descobertas recentes mas também todo o grande papel que este Conhecimento tem na Terra e eventualmente, nos seus habitantes.

 

AQUI, temos acesso a uns posters bem fixolas, alguns deles com alguma informação astronómica.

AQUI temos acesso ao site nacional.

 

Não sou versada às estrelas. No entanto admito que já me deixei contagiar por todo o entusiasmo em torno deste tema.

 

 

 

Forte do Bom Sucesso #1 - Piratas

No Forte do Bom Sucesso (Lisboa) estará patente até 17 de Novembro deste ano a exposição “Piratas”.
Dada a qualidade expositiva ser desastrosa mas o seu conteúdo bom, questionei espantada se aquela riqueza de espólio apresentado seria propriedade do Exército, da Força Aérea, da Liga Portuguesa ou de qualquer outra força ligada aos nossos militares.


Como quem leva com um grande balde de água fria, fiquei a saber que pertencia aos espanhóis: “Cultura Entretenida

 

 


A mais valia desta exposição, para além das peças são os placards informativos (ainda que por vezes em "portunhol-brasileirês"): de modo sucinto e claro, fazem um apanhado de toda a História ligada aos lobos do mar: desde os legais aos ilegais, do tempo dos vikings aos piratas actuais da Somália.


É uma exposição direccionada aos mais jovens, cheia de histórias que mexem com o seu imaginário.

Infelizmente, a apresentação da mesma devia ter sido mais cuidada: os manequins deixam muito a desejar (e provocam medo aos mais novos), o modo como a informação é apresentada dificilmente pode ser lida pelos "mais baixinhos" e um salão em tijoleira e de paredes brancas com pequenas mas altas vitrinas espalhadas pelo espaço, sejamos honestos, em nada torna a visita apelativa.


O preço é sem dúvida proibitivo e perante o acima exposto, pessoalmente considero despropositado: 5 Eur por adulto?!?
Contudo, existem alguns descontos, por isso não custa perguntar se podem ter direito a ele: será mais razoável.
 

Aos interessados, no próximo dia 13, parece-me que será gratuito.
 

 

 


 

(algumas) Noções apresentadas nos placardes:
 

- a pirataria está associada ao desenvolvimento da navegação marítima;
- afundar um navio a tiro de canhão era praticamente impossível, no entanto era usado para destruir mastros e velas para anular a capacidade de manobra do navio e para atingir a tripulação (as balas ao embater nos costados de um navio, tinham o efeito de uma metralhadora de lascas de madeira);
 

- o épico Aquiles, herói da Ilíada, chamava-se a si próprio de pirata;
- não era comum os piratas usarem a espada, pois não a consideravam prática no combate corpo a corpo;
- o pistolão e pistola era mais usada como maça e não como arma de fogo;
 

 

 

 

- Tortuga com a sua única baía e difícil acesso foi refugio de bucaneiros e flibusteiros nos sec. XVII e XVIII, e a sua montanha chamada de "O Pombal";

- na Lei da Irmandade (redigida para Tortuga) constava que:

  • > era proibido todo o exercício de pátria ou religião;
  • > era proibida a propriedade individual;
  • > a Confraria não se podia imiscuir nas decisões pessoais;
  • > podia-se abandonar a irmandade a qualquer momento;
  • > todos os "irmãos eram iguais entre si;
  • > um "confrade" escolhia um companheiro e, em caso de morte, este transformava-se em seu herdeiro;
  • > existiam indemnizações em caso de ficarem inválidos;

 

- piratas: agem à margem de qualquer Lei; assaltantes que actuam tanto nas rotas marítimas como nas povoações costeiras; actuavam de forma cruel e sem piedade;
- corsários: possuem barco próprio e com a conivência dos seus governantes assaltavam embarcações ou povoações inimigas; o espolio da pilhagem era para eles, apesar de ser comum uma percentagem ser entregue ao seu governo;
- bucaneiros: contrabandistas de várias nacionalidades (mas maioritariamente francesa) que se fixaram principalmente nas Caraíbas; o seu nome vem do método utilizado para fumar as carnes que vendiam ("boucan"); perseguidos pelos espanhóis, estes contrabandistas acabaram por se transformar em piratas;
- flibusteiros: designação genérica dos piratas que actuavam nas Caraíbas entre os secs. XVI e XVIII; geralmente a tripulação composta por ingleses e holandeses;

 

- o Tratado de Tordesilhas, assinado entre Portugal e Espanha (1494) veio fomentar ainda mais a prática da pirataria e de contrabando: muitos países emitiram "Patentes de Corso";
- a pirataria e o corso teve o seu inicio de declínio em 1714 com a assinatura do Tratado de Utrecht, onde as nações se comprometeriam a respeitar entre si a liberdade de comércio.

 

 

 

- Bartolomeu Português (séc. XVII) foi um dos poucos piratas portugueses; conta-se que quando capturado, conseguira a fuga matando o seu guarda com uma faca e não sabendo nadar, flutuara até à costa agarrado a garrafões de vinho (tipico...).

 

 

 

- a bandeira, mais do que identificação, servia como ostentação de poder (como a representação da espada) ou para aterrorizar as vítimas (esqueletos diabólicos, coração a sangrar); o relógio alado, demonstrava o quão fugaz era a vida, já algumas iniciais eram sinal de vingança (ABH - "uma cabeça de barbaros", AMH - "uma cabeça de martinica).

 

 

 

>> nunca use o flash da sua máquina fotográfica no interior de um Museu - este deteriora as peças.