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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

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conceitos sob o ponto de vista do observador

Por aí

Takeshi Kitano é um realizador por excelência e incontornável, mas não prima pela sua expressividade facial.
E AQUI está mais uma prova.

 

Enquanto se posicionava no palco, a sério que esperava que a todo o momento retirasse uma arma de fogo ou um sabre detrás das suas costas e desse cabo do publico que o aplaudia.

Será que este gostinho pelo sapateado ficou-lhe do Zaitochi?

Heimo Zobernig e a colecção do Centro de Arte Moderna

Até 25 de Maio estará na CAMB, Heimo Zobernig que trouxe até Portugal peças da colecção Tate St. Ives, misturando-as com algumas obras de artistas portugueses.
Os detalhes da exposição podem ser lidos AQUI, assim como a explicação para as gigantescas cortinas que atravessam a galeria, totalmente despida das habituais paredes falsas, construtoras de percursos.

 

 

"(...) escultura, vídeo, pintura, instalação, intervenção arquitectónica e performance. Em exposição estão importantes projectos criados nos últimos vinte e cinco anos (...)"

 

Esta exposição deve ser vista com ironia.
Foi a única solução que arranjei para conseguir lidar com prateleiras que pareciam acabadas de sair do IKEA: muita ironia.

 

Enquanto olho para um palco pejado de cadeiras vazias (os discursos vazios?), quase tropeço num rolo de plástico preto para logo ficar taralhouca a olhar para uma performance: um televisor mostra imagens de um homem de cabeleira loira a cambalear num jardim.

 

Não percebi puto daquilo, mas achei hilariante a escultura de rolos de papel higiénico.

 


(como não dou ponto sem nó, ainda irei perceber o porquê das "prateleiras IKEA" (Heimo Zoberning - "Sem título", 2007)).

 

O outro lado expositivo achei-o mais interessante.
Provavelmente esta sensação deve-se à linguagem que consigo identificar e mais ou menos descodificar: todos os "grandes" ícones estavam lá.

 

O ponto alto desta exposição foi deparar-me com "novas" obras, ou seja, descobrir os artistas menos badalados mas com obras que cativam a nossa total atenção.

Numa ala sem amontoamentos e com uma linearidade na leitura da exposição, destaco um divertido e muito expressivo São Jerónimo nú.

 

# Anthony Green - St. Jerome (1963)

# Paula Rego - As Vivian Girls como Moinhos (1984) - pormenor.

# Peter Blake - Love Wall (1961)

respeito e a ausência dele

Não sou particularmente fã de canídeos.
Na verdade, não sou especialmente fã de qualquer ser que consiga infligir-me uma mordidela ou picadela.

Esta antipatia, digamos antes, que este desconforto não diminuiu depois de ver "The Breed".
Pior fiquei depois de ver os extras: "Ah e tal, eles estão só a brincar". O certo é que os actores estavam feitos num oito!
Um filme pateta onde o "brincar com fogo" foi levado ao extremo.


É minha convicção de que não preciso de gostar da algo para respeitá-la. Principalmente no que toca à Vida.

Isto tudo porque acabo de receber um email que dava conta da possibilidade de uma versão 2 de Guilhermo Habacuc Vargas.
Estranhei, fiz pesquisa e parece-me que esta informação reportava-se a uma acção agendada para 2008.

 

De qualquer forma, nunca percebi a inércia das entidades oficiais (no dia de inauguração, houve quem tentasse resgatar o animal).
Dou uma razão muito prática para uma rápida actuação das autoridades: um cidadão que pensa e age deste modo, rapidamente alarga o seu campo de acção.
Só não o fará enquanto não se sentir seguro.

 

Guilhermo justificou a sua prepotência com argumentos que jamais poderão ser tolerados no contexto das Artes Plásticas, contraria o propósito de uma obra de arte, compactua e aproveita-se da desgraça para seu somente beneficio e pior, desempenha papel de juiz da Morte.

 

Nem mesmo consigo encaixar um eventual argumento de que terá pretendido recriar a ideia de fotografia viva, "daquelas" que ganham prémios retratando o sofrimento das pessoas: guerras, catástrofes naturais, etc.

 

O objecto é o importante. Não a glória do artista.
Ponto final e sem parágrafo.

Stay alive without a chewing gum

A MTV tem um papel activo desenvolvendo variadas iniciativas tanto ambientais como sociais.

Entre elas estão o Stwich Off e o Staying Alive.

 

Há instantes deu um spot respeitante ao Staying Alive, um spot que pretende alertar para a facilidade com que a Sida é transmitida.

Utilizando o mesmo texto de sempre, não caiu na abordagem mofenta e recorreu a uma linguagem visual sucinta e eficaz.

 

A comparação utilizada é extremamente feliz e extremamente repugnante.

 

Link do vídeo.

 

 Será que assim conseguem finalmente abrir as cabeças mais duras?

Se isto não resultar, nem estou a ver que mais podem fazer...


Por cá, a abordagem teria necessariamente de passar pela ideia da "perca de dinheiro":

foi assim que conseguiram a lentidão no túnel do Marquês em Lisboa.

Info sobre o Spot:

> Advertising Agency: LOWE MENA Dubai, UAE
> Creative Directors: Mark Lewis, Sanjay Mathur
> Art Directors: Layal Chuman, Shannon Waugh
> Copywriter: Bianca Bernstein
> Agency Growth Officer: Tarek Miknas
> Director: Hadi
> Production Company: Boomtown Productions
> Executive Producer: Shane Martin
> Producer: Rita El Hachem
> Editor: Omar Abbas

Wilhelm Staehle

"Imagens do Meu Mundo" deu nome a algo que me intrigava já há algum tempo: Wilhelm Staehle.

 

Mas quem é W. Staehle?

Wilhelm Staehle is a horribly dis-figured gentleman who often frightens small children when he emerges from the seclusion of his sprawling estate on the Eastern Coast of the Americas.

 

Segundo Hibbleton Gallery, a sua obra recebe influências da arte vitoriana: os seus desenhos e temas. Wilhelm Staehle embebe as suas silhuetas contemporâneas num ambiente clássico, rapidamente misturando o humor ao macabro.


Wilhelm Staehle: site
Hibbleton Gallery: site || blog