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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

E se um estranho te oferecer flores numa paragem de autocarro?


Não faças perguntas.
Aceita e cala.

Se recusas, corre. Corre como se não houvesse amanhã.

 

Se resistires, poderás dar de caras com um jovem desconhecido muito choroso que procurará despejar todas suas mágoas em cima.
Qualquer desculpa, como uma alergia imaginária às flores, não calará o seu desejo de te contar porque não é amado-pela-sua-amada.

 

... Não fiquei para saber o desfecho. Fui a pé até meio do meu destino, depois de delegar o testemunho a uma senhora que diligentemente se deleitou com os pormenores que sofregamente solicitava.

Enquanto caminhava, imaginei-a a esventrar o coração do chavalo em busca do seu sofrimento e a sugá-lo: sem dúvida já teria tema de conversa no seu salão onde faz as "misses" e as "néiles".

 

Quase me senti uma c** e tropecei ao ficar tentada em resgatá-lo daqueles tentáculos.

Mas nem sou esta vizinha nem este.

Pergunto-me se a esta hora restará algo mais que uma carcaça seca naquele banco gelado de inox.

 

Eis o genuíno "reality show" e este, vive numa paragem perto de si.

 

 

ADENDA: Perguntaram-me o que fiz às flores.

As duas gerberas?

Dei-as a uma menina que passava, acompanhada pela sua avó.

Péssimo

É o que me ocorre depois de ver a pretensa entrevista ao quarteto Gato Fedorento.

 

Se aquelas eram as melhores perguntas enviadas, não imagino ocorre como seriam as piores!

Ai Ricardo-Ricardo, só mesmo a tua tirada ao comentário "vampírico" valeu o tempo em que vegetei à frente do televisor.