Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

Mace na Amadora, dia 19.01




Dia 19 de Janeiro, pelas 22h00, no âmbito das comemorações do 103º aniversário dos Bombeiros Voluntários da Amadora, os Mace estarão no Salão Nobre a animar a noite de Sábado.

Informação adicional:
- entrada gratuíta
- para ouvir algumas músicas: MACE


Prenda de Natal do Oriente





"Lisboa foi, desde o século XVI, o grande centro produtor e exportador do azulejo, inventando uma forma muito especial de viver com ele (...)"

Esta é uma forma muito clara de como pode ser caracterizada esta Arte Decorativa, tão característica da cultura portuguesa.

Mais do que a técnica apresentada em alguns artísticos painéis azulejares, com a sua irrepreensível forma de representação dos grandes mestres, sempre me fascinou a capacidade destes "ladrilhadores" (??) nacionais de adaptarem os painéis aos espaços com o "velho estilo português": o desenrasca.


Ao contrário da mestria dos Holandeses, que milimétricamente calculavam o espaço e pintavam cada painel, cada azulejo como se de uma miniatura se tratasse, os Portugueses primaram pela sua atenção à envolvente, não se privando de por vezes, fazer ajustes(leia-se: descarados cortes) aquando da colocação dos painéis.

É comum observar figuras atarracadas: graças a um equivoco na recolha das medidas, a sua altura inicial ultrapassou o espaço a ela destinada. Com os Holandeses (uma "potência" exportadora da época) isto seria impensável!

Os artistas portugueses, conseguiram até tirar partido da forma deficiente de cosedura que provocava a diferente coloração de cada fornada, de cada quadrado cerâmico.

Um bom exemplo são as cozinhas "brancas": a variação da paleta de cremes, pérolas, branco explorada ao máximo.


O livro "Caminho do Oriente" é um levantamento desta arte decorativa sobre algumas zonas históricas de Lisboa.
São mostrados e descritos os azulejos geométricos pombalinos nas fachadas dos edifícios, painéis e silhares no interior de igrejas, conventos ou palácios que ainda subsistem.

De leitura muito fácil e agradável visualização, este breve Guia apresenta sucintamente padrões utilizados, algumas Escolas e Fábricas, artistas e técnicas.

Acompanhado por uma bibliografia com alguns dos mais importantes nomes na área, permite aos interessados a orientação necessária a um estudo mais aprofundado.


Outra mais valia deste livro, é o permitir traçar um roteiro pessoal a quem quiser ver estas obras ao vivo.

Zonas de Lisboa focadas: Santa Apolónia, Cruz de Pedra, Xabregas a Marvila.



detalhes:
ARRUDA, Luísa, Guia do Azulejo - Caminho do Oriente, Livros Horizonte, 1998.

Informação adicional:
Como eu sei que eles (ele e ela) sabem que eles sabem que eu sei, este livro pode ser adquirido na Byblos Livrarias.



>>Maria
(7.5/10)

Museu do Teatro


 

Situado no palácio do Monteiro-Mor datado do século XVIII, o Museu do Teatro está aberto ao público desde 1985.

No seu acervo podem ser vistos trajes e adereços, maquetas, bilhetes e variados cartazes do inicio do século XX.

A par dos objectos artísticos e pessoais de alguns dos actores mais emblemáticos da cena teatral e da revista portuguesa, podem também ser observadas peças no foro das Artes Decorativas e Artes Plásticas tais como de Bordalo Pinheiro, José Malhoa, José Viana.... António Soares!




Informação adicional:
- aberto de Terça a Domingo
- entrada gratuíta aos Domingos até às 14h00
Museu do Teatro.
Estrada do Lumiar, 10
1600-495 Lisboa
Tel: 217567410/19
Fax: 217575714


Gohatto

Era uma vez, uma Menina que gostava muito de um filme, onde tinha a mão do Sr. Takeshi Kitano - o seu realizador "fetiche".
Por recusar-se a pagar uma exorbitância pedida na lojas on-line ou solicitar importação com custo estupidamente elevado, anos passaram-se sem a Menina conseguir adquirir o seu adorado filme.

Até que um dia, por artes mágicas, tropeçou numa promoção empoeirada ao estilo "2 em 1".
E assim, ela tornou a acreditar que a Cultura pode estar acessível a todos, sem estes serem considerados criminosos pelo lobby das Autoridades Estatais por procurarem alcançá-la.
 
- - -


 
 
 
Gohatto / Tabu de 1999, visto pela primeira vez em 2003 na RTP 2 (no tempo em que a televisão ainda era minimamente interessante e dava a conhecer o mundo).

Um filme de Nagisa Oshima com Takeshi Kitano e música de Ryuchi Sakamoto.
É necessário sinopse?

humnm....
Um retrato dos elementos que compunham a sociedade medieval tardia nipónica, as suas hipocrisias, os seus enredos e conspirações, regada com humor "de ocasião"  q.b.


>> Maria
(10/10)