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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

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Pulo do Lobo, favor fechar o portão depois de passar




A caminho de Mértola situa-se o Pulo do Lobo.
Ia com grandes expectativas quanto a este local, que não esmoreceram mesmo com alguns percalços no caminho (a seu tempo clarifico).
Estas não saíram goradas, sendo até ultrapassadas.

O Pulo do Lobo é um estreito escarpado onde, segundo consta, os lobos geralmente utilizavam para atravessar o rio Guadiana. Esta passagem também seria utilizada por contrabandistas.

Como chegar, eis a"grande aventura".
Para quem gosta da estrada, sabe bem que no interior do país é muito fácil alguém perder-se: falta de placas direccionais/ informativas, informação incorrectas nos mapas, estradas antes transitáveis, agora praticamente caminhos de cabras ou cortadas.

É comum atravessar de Espanha para Portugal, e ver-me no meio de nenhures, num cruzamento não indicado no mapa tendo apenas como companhia uma ovelha tresmalhada a olhar curiosa para o carro.

... enfim.





Segundo indicações fornecidas pelo departamento turístico de Mértola, para chegar ao Pulo do Lobo, seria percorrer a N122 e no cruzamento da N123, cortar em direcção ao rio. O local estaria devidamente identificado.

No entanto, verificando no mapa de 2008 (...finalmente actualizei os meus documentos cartográficos... E FIZ MUITO MAL!!), vejo que haveria uma alternativa, atravessando os montes, embrenhando-se no Parque Natural.

"Porreiro Páh!",
pensei.

Péssima ideia, e deixo aqui o itinerário para futura referência a algum interessado que por aqui tropece.

*****


O que não fazer, caso não tenha um jipe ou uma carrinha "Ranger-do-Texas"

- depois de passar Beja, seguir em direcção Savada/ Cabeça Gorda.
- em Salvada (com uma igreja de traça bonita), seguir por uma estrada estreitinha em direcção a Vale Russins.
- perante uma duvidosa terra batida cortei para Vale Rossins.







Vale Russins, é um aglomerado de casas onde Judas perdeu os calções, com galos que ultrapassam o joelho.
Sem vivalma à vista, lá fui batendo às portas até alguém sair lá de dentro.

Pretendia seguir para o Pulo do Lobo.
Fui informada por um senhor muito-muito idoso, quiça do tempo de D. Afonso III, que muito dificilmente subiria o morro. Mas pior seria em atravessar a ribeira.

(err... Ribeira? Qual ribeira? - Olhava eu para o mapa!)


Surgiu então um jovem adulto numa caixa-aberta (um cliché, se nos lembrarmos dos agricultores alentejanos): somente uma "4 X 4" não iria bater nas pedras das margens.

(Margens?!?! Mas a ribeira já vai com margens!?!?
- Olhava eu nos créditos o nome do responsável pelo mapa - descobri depois tratar-se da Ribeira de Terges)

Perante um panorama tão negro, e com receio de fazer as manchetes do "24 Horas", retornei ao ponto de origem.

Já na civilização, e fazendo os 70 km, em vez de 20km se fosse por Vale de Russins, em dois cruzamentos, devidamente identificados com a direcção para Vale do Pulo.


Não se assuste aquele que ao fim de meia hora não der com o local: a estrada de inicio boa, torna-se má ao atravessar Amendoeira, ficando depois medonha - mas a vista vale a pena.


Também não estranhe aquele que der com um portão azul: o Pulo do Lobo fica numa herdade, na Herdade Pulo do Lobo.

Pode-se passar (...acho.... humn)... mas feche depois: não custa nada respeitar a propriedade privada, principalmente havendo gado à solta.


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