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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

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Concertos de Páscoa

Chegam as épocas festivas e os recitais intensificam-se um pouco por todo o lado. A Quaresma não é excepção. Muitos amadores ou semi-amadores, mas desengane-se o que pensa tratar-se de grupos da "chafarica da esquina".

No passado dia 14, em Paço de Arcos realizou-se o "Concerto de Páscoa" pela Orquestra de Câmara de Cascais de Oeiras (esta não é amadora...). Mais uma vez, esteve presente o simpático maestro Nikolay Lalov que, devido à formalidade da ocasião (e ao objectivo da mesma) não nos brindou com as suas divertidas e claras explicações.





Tocaram peças do "Bach-filho" e "Bach-pai".
Mas a cerejinha veio com a solista que tocou "Andante" (do Bach-pai) e finalmente com a soprano Joana Seara com um timbre lindíssimo, que muitas vezes lembrou-me um rouxinol - nada a ver com a "imagem" que tenho da ópera.... sem "gritaria" nem "choro" sobre o amado moribundo...


Já no dia 16, novamente em Paço de Arcos, novo "Concerto de Páscoa", mas de conteúdo díspar. Uma primeira parte com o grupo "Coral Paz e Bem" e a segunda pelo "Coro Solemnis", com o canto gregoriano.




Devo dizer que foi muito agradável principalmente a segunda parte, com um género musical que me é tão caro.
A dado momento, em plena actuação do "Coro Solemnis", senti-me tão relaxada que só me apetecia estender as pernas sobre o banco da igreja - poderei dizer isto? Ai a heresia!

A cerejinha, desta feita, veio com a participação conjunta dos dois coros com a "Ubi Caritas" de Maurice Duruflé


Nota:
A igreja de Paço de Arcos (a de N. Sr. dos Navegantes) é particularmente feia...
Deve pertencer à "fornada" das "Igrejas-a-imitar-Tadao-Ando" tão em voga há alguns anos.
Do mesmo género existem pelo menos a de Carnaxide e a de Queijas. Mas a de Paço de Arcos consegue ultrapassá-las em fealdade e em desconforto, Irra!