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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

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O Minimalismo de Dan Flavin

"Alguns aspectos da arte minimal que eu considero mais importantes, não se adequam assim tanto aos predicados característicos do rótulo de masculinidade: ela revela-se, por exemplo, muitas vezes e em diversos graus, decorativa, leve e colorida",
 

BATCHELOR, David, Minimalismo - Movimentos da Arte Contemporânea,

Lisboa, Editorial Presença, 2000, p. 13

 

 

Algumas ideias quanto ao Movimento (anos de 1960):
- existe uma síntese artística reconhecida na Bauhaus;
- O Minimalismo surge numa altura em que o conceito Arte estava em profundo debate: Arte e não arte;
- Em 1965 foi lançado o “Specific Objects”: aqui era debatido onde catalogar uma determinada obra que, por não poder ser considerada pintura nem escultura, foi introduzido o conceito e a designação de “arte tridimensional” ou “objectos”;
- teoricamente rejeitam a figuração, reduzindo-se ao essencial (tanto nas formas como no cromatismo) e buscam o impessoal, recorrendo para tal a materiais industrializados.

 

São destas inquietações que surge Dan Flavin com as suas “propostas”.

 


Em 1964, Donald Judd considerava que “a luz constitui um objecto industrial e familiar; consiste num meio novo de arte” (p.32)


As “propostas” de Flavin são peculiares dado ao próprio suporte:
- utilização da lâmpada como meio;
- a luz torna-se parte integrante do espaço: ao invadi-lo e dando-lhe novas tonalidades; a arquitectura não é um mero fundo cenográfico para as suas propostas;
- o recurso ao contraste luz-sombra por Flavin e outros artista, veio alterar a percepção do observador;
- existe uma equiparação à pintura no uso da cor: a luz é a sua tinta;
- ligação ao ready-made;
- segundo críticos, a sua obra parece parada no tempo - não sofre desenvolvimento desde 1963. Flavin corrobora essa noção, mas avança que ela não se desenvolve, modifica-se: variações de cor e formatos.

 

 

A Colecção Berardo (CCB - Lisboa) apresenta alguns neos de Dan Flavin e pertencentes à Colecção Panza.


Sendo dos poucos artistas facilmente reconheciveis, as suas propostas nunca deixam o observador indiferente.

 

Ao transpormos o primeiro vão de entrada, somos envolvidos por uma brancura que nos fere mas que rapidamente nos surpreende pois afinal não é branco mas rosado - a luminosidade da outra sala mistura-se e esbate-se com a primeira.

 

As sermos sugados por esta torrente de cor, verificamos que afinal não é rosa, mas também de outras cores.

Estas emanem de vários conjuntos de lâmpadas colocadas em duas paredes opostas.

 

A meio da sala existe um assento em acrílico transparente que só é perceptível quando tropeçamos nele... literalmente (não tive culpa desta vez! Aquilo era invisível!)

 

# Aquela tralha no meio da sala, está sobre o banco invisivel...

 

Experimentem a sentar-se para sentir aquela luz que irradia de todos os lados.
É aconselhavel visitar as duas salas num dia calmo e pouco ruído, para que o efeito possa ser atingido.

 

 

Informação adicional:

- pdf da exposição AQUI; (entrada gratuíta)
- bibliografia: BATCHELOR, David, Minimalismo - Movimentos da Arte Contemporânea, Lisboa, Editorial Presença, 2000.

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