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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

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conceitos sob o ponto de vista do observador

Nascimento do Crime do Padre Amaro ou um D. Juan Português

Findo o primeiro episódio da Vida Privada de António Salazar. O Antoninho...
 

De inicio um pouco dúbio, o que começou por uma estória que parecia ter caído de pára-quedas, depois do intervalo, pareceu recobrar novo fôlego.

Continuo no entanto ser perceber se é uma série sobre as Vacances ou que as mistura.

 

Diogo Morgado, uma delicia, Todos estão tão bem (mesmo as caras totalmente desconhecidas para mim), que admiro-me por algo semelhante ter sido feito por nós e sem medos.
Os risinhos, os diálogos, os tiques, as famosas botas, deveras interessante (pena o sotaque de Salazar ser pouco visível).

 

Um detalhe saltou-me aos olhos: as janelas do seminário deveriam estar todas fechadas, pois na altura estas seriam de guilhotina e não de batente.

Fechadas, daria para disfarçar.

 

Sempre que ouvia o nome "Cerveira", relembrava-me das conversas de há tempos  de algumas anciães:
- "Aquele Cerveira, um malandro! Um canalha!"
Para quem não sabe, este, nos seus discursos vomitava o seguinte:
- "O povo para ser humilde tem de ser pobre".
Isto, para além das suas ideias sobre o papel a desempenhar pela mulher.

 

Consigo ter a distância suficiente para analisar esta "novela" de forma a vê-la pelo que é: não um documentário nem um filme partidário, mas uma série que tenta pegar um pouco de nossa História e torná-la numa Estória.

 

Quem quer saber a verdade sobre a ditadura, que estude! Mexa-se e vá às bibliotecas.
Mas já agora, para misturar a salada, que leia também o livro "proibido": "As Férias com Salazar".

Sejam criticos e pensam por vós.

 

Salazar será sempre um ditador, quer ele acolhesse bem a sua família, quer ele apadrinhasse os massacres. Isso é algo que jamais poderá ser apagado da História e da memória das  milhares de pessoas que sofreram directa ou indirectamente na pele.

 

Mas não falar das coisas, como o impedir a criação do Museu Salazar, é ser cobarde e colocar a cabeça sob a areia.

 

O certo e sabido é que amanhã, muita tinta vai correr por aí.

 

Frases que ficam:
- O Fado canta o adormecer da vontade.