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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

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"O medo dos submissos" por António Pinho Vargas

Para reflectir, pelos menos durante as próximas horas.


"Há alguns comentadores encartados - isto é, com carta de presença regular nas tvs - como Helena Matos, que têm manifestado receio da palavra de ordem "Abaixo a Troika" e exprimido receio de que a manifestação de hoje não esteja a ser manipulada. Por quem? Imagino eu, por Louçã ou por Jerónimo ou, talvez mesmo, pelo próprio Estaline em espectro.

Em primeiro lugar, a Grécia não tem sido "bom aluno", protesta forte e feio e, que se saiba, ainda não desapareceu do mapa nem da Europa.
Em segundo lugar, Nicolau Santos escreve hoje no Expresso 2 na p.5: "Mas este falhanço é [para além de V.Gaspar] é também o falhanço da troika. Nem Vítor Gaspar nem a troika conseguiram prever que a economia se iria afundar fortemente com a carga fiscal que lhe puseram em cima - e que, com isso, as receitas fiscais se iriam ressentir dramaticamente. E nem Vítor Gaspar nem a troika querem assumir publicamente o falhanço.[…] Parafraseando Magritte em matéria de execução orçamental, isto é um falhanço, isto é um falhanço, isto é um falhanço". Expresso 2 p 5.

Por isso digo à D. Helena Matos que não tenha medo, que ajuda da troika é, não só um negócio com juros, bom para eles, como, o que é pior, as suas ideias são "um falhanço". E não me consta que Nicolau Santos esteja a ser manipulado pelo KGB ou pela Stasi (que já não existem, felizmente).
Os países teriam o direito de recusar algumas das propostas da troika - como a Irlanda o fez, diz-se no mesmo artigo que citei - se os seus dirigentes considerarem que isso seria prejudicial para o país. Para isso seria preciso conhecê-lo, abandonar as crenças que já provaram o seu falhanço e ter coragem e autonomia. Falta uma coisa e outra: tanto no governo e como nos comentadores do tipo de Helena Matos. Concluo afirmando que irei hoje à manifestação e que não se sinto manipulado por ninguém. Não precisa de ter medo nem de ser submissa face à troika. Eles têm dinheiro, mas não estão acima da crítica nem da contestação face ao rol de asneiras que cometem. "