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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

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conceitos sob o ponto de vista do observador

Jack McCoy (imagem) e Paul McCartney (som)

No âmbito do SAL, Jack McCoy brindou-nos com um "Blue Sway" retirado do seu filme "A Deeper Shade of Blue" - neste ficamos a conhecer mais sobre o espírito Aloha e como teve de ser uma mulher (Kaiulani) a dar um murro na mesa para que o surf tornasse a entrar na cultura do Hawai.

Agora, com licença, que vou ali molhar os pés e já venho. Aloha!

 

Link do vídeo.

Informação adicional:

- Jack McCoy's - A Deeper Shade of Blue

Tire o melhor partido da cidade no Verão - Lisboa - secção Mulher

Os conteúdos "Mulher", são uma verdadeira depressão pela simples razão de se cingirem aos mesmos temas, em modo loop:

maquilhagem, crianças, roupa, maquilhagem, dieta, roupa, ai o homem, dieta, roupa, crianças, saldos de roupa, dieta, maquilhagem, criança, dieta, roupa, dieta, dietAAAA, FAÇA DIETA!.

 
Eis o artigo "Tire o melhor partido da cidade no verão". O modo indolente daquela escrita... eu nem tenho palavras.
E pela Vossa rica saúde:

- o Museu Nacional de Arte Antiga é "" o local onde tem uma pintura de Bosch.


- o Museu do Azulejo, além de velharias (*respect!*) é "" o local onde se concentra alguma da mais interessante azulejaria moderna e contemporânea;

- o Grão Vasco, é "" um local de peregrinação estrangeira para quem quer espreitar alguma pintura do século XVI - aqui admito que não seja um destino "fácil", acreditando existir outra oferta também interessante em Viseu.


- Serralves, é "" um espectacular local de movimentos contemporâneos onde se fomenta o desenvolvimento da massa cinzenta e a autonomia crítica.

 

Qualquer dia dá-me o fanico e fico-me aí, estendida no chão.

 

 

 

Colocando ordem na miscelânea apresentada naquele artigo, antes de mais sugiro que:


- Assine as newsletters das entidades;
- Faça "likes" no Facebook das páginas das entidades e esteja atenta ao que realmente interessa:

pertencer ao grupo da "mala rosa e cinto a condizer" pode ser muito importante, mas não será ele que lhe permitirá conseguir bilhetes gratuitos para o concerto que pretende ver/ conhecer.

 

 

Se a arte erudita ou clássica não lhe diz muito e o que pretende é ter algum entretenimento nestes espaços, tente uma abordagem diferente:

- Insira-se numa visita guiada, mas esteja atenta ao público alvo e ao tema para não ir parar a uma que aborde alguma especificidade que não lhe desperte especial interesse.

 

- Relembro que nos encontramos no Verão e actividades de lazer/entretenimento têm lugar nos espaços acima mencionados. Gratuitos ou de muito baixo preço (2,5 eur), poderá escutar jazz/ ligeira/ Dj's, ver filmes ao ar livre (não leve pipoca: NÃO É uma ruminante, ainda que a queiram fazer acreditar do contrário), tomar um copo enquanto vê as luzes na margem sul a acender ao som de um quarteto de cordas.


- Veja outros espaços, que apostam na participação ou interação com o público e que dentro em breve irão fervilhar: Museu do Chiado e o Largo de São Carlos.

 

- Quer fugir do calor? Procure os espaços verdes onde gratuitamente, poderá frequentar workshops de ioga e cuidar de si; o Jardim da Gulbenkian, o do Príncipe ou o da Estrela, p.ex., onde há sempre algo a acontecer - tal como OutJazz, mas escolha/ pesquise primeiro o artista que lhe surge no programa;

 

- Esqueça os centros comerciais: se busca sol e poupança, ir a um local fechado e cheio de "tentações" não parece ser uma opção muito inteligente.


- Quer bronzear-se? Meta-se no comboio e experimente algumas praias da linha durante a semana - boa esplanada, pouca gente e bom ambiente. No limite, vá de bicicleta e pratique exercício.

 

- O calor pede uma bejeca? Faça antes um circuito pelas tascas e quiosques "very typicals" mas cheias de história(s), que hoje se encontram tão na moda. Deixe as igrejas para os festivais de música clássica ou de órgão, no Inverno - o contexto será muito mais aliciante.
- Coloque destino no seu passeio de eléctrico e informe-se dos dias em que se realizam mini-concertos nestes.

- Esteja atenta aos workshops gratuítos de fotografia ou pintura em eventos pontuais ou festivais.


Não-fique-em-casa:

- Tente despachar as suas limpezas quanto antes ou fazê-las durante a semana, depois do seu trabalho.
- As remodelações de decorações são giras, mas deixe-as para os dias de chuva.
- Mime-se à séria e veja as promoções no Odisseia Clube ou no Voucher Sapo (por 25 a 30 Eur, nem vale a água que gastaria a encher a sua banheira).
- Visite os seus amigos e familiares.

 

Ainda assim, apetece-lhe o aconchego do lar?

- Desafie-se e transforme-se num "novo rural" e faça uma surpresa aos seus amigos com a sua produção "latifundiária" de morangos, ervas aromáticas ou flores.

- Leia aquele livro cuja aquisição adiou sempre por ser dispendioso. Requisite-o na biblioteca.

 

E arrisque! Pesquise. Contacte com registos diferentes do seu!

Com o dinheiro que poupou, informe-se e experimente ir a uma peça de teatro ou assistir a uma dança, que habitualmente nem lhe passaria pela cabeça ir.

 

Tire o melhor partido da cidade no Verão e seja "empreendedora" (a palavra da moda): invista na sua mente.

 


As fotografias?

São para compensar a ausência de imagens de homens nas secções "Mulher", além de que qualquer desculpa é válida para colocar imagens de Ray Reynolds.

A gramática? "Enfiei-a no predicativo do sujeito."

"Mas eu estou farto. Farto até de dar erros, porque me põem na frente frases cheias deles, excepto uma, para eu escolher a que está certa. Mesmo sem querer, às vezes memorizo com os olhos o que está errado, por exemplo: haviam duas flores no jardim. Ou : a gente vamos à rua. Puseram-me erros desses na frente tantas vezes que já quase me parecem certos. Deve ser por isso que os ministros também os dizem na televisão.(...)"

 

"(...) livros não se lê nenhum, só nos dão notícias de jornais e reportagens, ou pedaços de novelas. Estou careca de saber o que é o lead, parem de nos chatear. Nascemos curiosos e inteligentes, mas conseguem pôr-nos a detestar ler, detestar livros, detestar tudo."

in Aventar - Declaração de Amor à Língua Portuguesa.

I'll see you in my Dreams

"Árvores, árvores e mais árvores.

Mas se há algo que não suporto nesta aldeia, é a merda dos zombies."

Lúcio (Adelino Tavares)

 

I'll see you in my Dreams, uma curta de Miguel Vivas (2003), foi apresentada numa das edições de Motelx. Uma ode ao zombie num lugarejo em terras lusas.

Boa fotografia, bem filmado, discurso coerente e acção fluida. Apresentação de DVD, uma delícia.

 

Info adicional: O Pato Profissional. - são os senhores do Dog Mendonça.

Link do vídeo: "I'll see you in my Dreams" - Moonspell

Apontamento.

"(...) Atravessaram a galeria escura e bafienta onde um odor fungóide dominava tudo. No exterior estava claro e nuvens brancas boiavam em direcção sul."

in MELIM, F.C., A Cripta, Europress, Póvoa de Sto. Adrião, s.d, p.36.

 

Aah, a poesia numa nuvem que, não flutua nem paira, mas que bóia, quiçá, numa fuga do fungóide.

Meu Querido Diário

Quanto mais leio sobre a Convenção sobre a Protecção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais (Paris, 18 de Outubro de 2005), menos percebo a aplicação da alegada protecção e desenvolvimento da Cultura e demais Artes propostas pelas (momentaneamente) suspensas PL118 e da ACTA.

E eu que prometi manter-me longe destas duas. shit.