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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

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Das poupanças - Lado B

Pegando neste fantástico post de Angela Soeiro que demonstra o seu quotidiano, tomo a liberdade adaptando-o a outra área.

 

Eis as minhas medidas de austeridade sem diminuir a minha qualidade de vida significativamente.

  1. Estar inscrita em duas bibliotecas (mensalmente jamais poderia ultrapassar os 60 Eur, só podendo ler 3 livros ou mais, tratando-se de antigas edições/ alfarrabistas). Em semana e meia, e a ler o que bem me apetece - novo (2) e velho (1) -, já poupei 40.23 Eur;
  2. Fomentar o empréstimo entre amigos – raridades ou novidades que lhes/ nos foram ofertadas;
  3. Planear atempadamente (leia-se: ser assinante de todas as newsletter e mais alguma) as iniciativas e espectáculos, por exemplo: efectuar wokshops sobre Arte com sumidades na área (tais como José Meco) de modo gratuito;
  4. Planear ainda mais cruzando informação com amigos, criando deste modo uma rede actualizada diariamente;
  5. Mudei o tarifário de internet (analisar efectivamente as V/ necessidades);
  6. Aumentei a poupança: todos os meses efectuo sessões de cinema em casa com amigos e/ ou familiares (2.90 Eur)  em detrimento do bilhete de cinema (6.41 Eur) – desfasamento de tempo cerca de 3 meses;
  7. Analiso os descontos oferecidos pelos meus cartões e uso-os;
  8. Preparar e adaptar todos os passeios fora de Lisboa de modo a que inclua amigos (o que verdade seja dita, a dinâmica é completamente diferente e louca, lol, rapidamente tornando-se num vício)
  9. Os passeios/ retiros sozinha ficam restritos à grande área de residência: tanta oferta mas tudo muito caro para quem quer simplesmente um tempo para si em grande estilo;
  10. Planear atempadamente os concertos xpto. Assim tenho o lugar que pretendo, a preço acessível e cinjo-me aquilo que considero incontornável;
  11. “Preço Verde”, I love you!
  12. Estipular um montante limite a gastar durante o mês para actividades (passeios, Museus, saídas e tento não ultrapassar este valor - até agora, NEM SEMPRE tenho conseguido! mas a derrapagem é pouca e não mensal, ufa!)
  13. 

# by Inspira-me

resposta 1: de Angela Soeiro: "Da Poupança".

Cérebro no sitio errado ou a falta dele ou a cultura de massas

"Da cintura para baixo, todos os homens são irmão. O homem nunca conheceu a solidão senão nas regiões superiores, onde se é poeta ou louco - ou criminoso".

"(...) A fraternidade humana é uma ilusão permanentemente compartilhada pelos idealistas de todas as épocas e lugares: é a redução do príncipio da individuação ao mínimo denominador comum de inteligibilidade. É o que leva as massas a identificarem-se com as estrelas de cinema ou com os megalómanos como Hitler ou Mussolini."

 

MILLER, Henry, "O Mundo do Sexo e Outros Contos", Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1987, p. 149

ESPECTRO

"(...) O artista decidiu celebrar a experiência renovada do dia-a-dia que exala das gentes, frontarias e de todos os elementos característicos desta artéria da cidade. Alexandre Farto tem vindo a estabelecer uma linguagem que articula, de modo arguto, a Arte com a expressão urbana - o grafitti, os cartazes e outras intervenções."

"(...) O título “Espectro” condensa conceptualmente a sua intervenção que se concretizou no forrar com uma superfície de espelho a totalidade do exterior dos ascensores. A origem latina de espectro é spectrum e significa visão, neste caso uma visão em movimento que integra uma realidade também em movimento. Falava-se de cinema, desta capacidade de fixar por breves momentos imagens em constante transformação. Mencionou-se a integração da vida, do quotidiano da cidade, num ecrã de significação (Arte).

 

O suporte das paredes urbanas para expressões diversas é, novamente e como tem vindo a ser coerentemente assimilado no trabalho de Alexandre Farto, devolvido, traduzido e acrescido de novos significados. Um cinema que integra a arte da vida."


in 4 Artistas/ 4 Propostas - Carris (suporte .pdf)

 

 

 

Alexandre Farto - ESPECTRO -
Ascensor da Bica, Lisboa


1 + 1 = 2 VS 1/2 + 1/2 = 1

- "tu completas-me"...

 

É uma frase/ um conceito que rapidamente resvala para a indiferença ou vómito tal é tantas vezes aplicado no mundo cinéfilo, novelesco e literatura.

Existem os que, sem bom senso, transpõem isso para a sua vida real, sem compreender o seu significado nem tão pouco as consequências.

 

Isto não é ser romântico ou lamechas pegajoso. É ser ignorante, ou pior, assustadoramente dependente de outrem.

Agora que alguém "conhecido lá no bairro" regurgitou isto, talvez seja menos incompreendida (tadinha) ou menos comparada a objectos inanimados.

É tudo uma questão de comunicação (ou falha dela... eventualmente, ausência...).

 

 

"(...) O outro que é «tapa buracos». Os filmes e as músicas que ouvimos fodem-nos muito a cabeça. Estou por descobrir as letras que dizem: «o outro não é fita isolante». «O outro não tem culpa da minha falta de pai e mãe». «O outro existe por si só, respira sózinha e anda pelo seu pé. Ah, e já agora, eu também.» (...)"


"O que me obriga a desaparecer na pessoa com quem vivo para ser uma metade. Que caralho é isso? Eu sou inteira. E procuro um inteiro. Sou das que constrói e que adiciona. Na minha tabuada, um mais um serão sempre dois. Dois."

in Cenas de gaja


Mas é que nem a propósito

Cheio de lugares comuns urbano depressivos, muitos floreados e citações de pensadores/ artistas à mistura, "O Evangelho da Serpente" é, faltando termo melhor, uma valentíssima seca.

Consegui chegar à página 86 das 168 (e que letras e as margens espaçosas tem este livro).

 

 

Eis o parágrafo causador de tamanha leitura:

"A minha mãe era um ser livre. Uma ave à solta num alto céu de verão. Costumava dizer que os homens são como as chuvas, imprescindíveis à vida, revigorantes, mas quando chegam, e em se demorando um pouco mais, logo sentimos saudades dos dias de sol."

 

HAYAT, Faíza, "O Evangelho Segundo a Serpente", Lisboa,Dom Quixote, 2006, p.19

 

Caí no engodo.

Previsível, previsível.

 

 

 

Aos interessados, dois feedbacks opostos:

- o que enaltece a erudição deste livro: para dar um toque "je ne sais quoi" falam em muitos textos em língua morta e de religião.

- aquele que se surpreende com o mistério: há um homem reinadio e que é muito culto (!?!) e de espírito livre pelo qual todas as mulheres se apaixonam, mesmo que ele passe a vida a aparecer e a desaparecer, sem dar cavaco a ninguém.

 

#inspira-me.

Respostas:

- Whatever Looser

- Lourencinha.

- Poemas da Bruma.

Pág. 1/4