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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

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Lotsa de Casha

"Se partilhares o que tens e puseres os outros em primeiro lugar, antes de ti próprio,

encontrarás a felicidade."

Madona, Pipas de Massa, Publicações Dom Quixote, 2005, 3ª edição, p.40.

 

Lotsa de Casha ("Pipas de Massa", na versão portuguesa) é o último livro da série de cinco ,escritos por Madona e dedicados aos mais novos.


O mote é o de sempre: só serás feliz se fizeres os outros felizes.
Conta as desventuras de um rico-senhor de seu nome Pipas de Massa que procurava a felicidade.

Mas o verdadeiro tesouro reside nas extraordinárias ilustrações que enriquecem o livro.

 


Este trabalho de Rui Paes lembra-me as macacarias da 2ª metade do século XVIII - animais (maioritariamente o macaco) representados como se de humanos se tratassem.

 


Num pequeno tanque nos jardins do Palácio dos Marqueses de Fronteira existem alguns exemplares.

 

Exemplos de macacarias. >>>

 

 

 

 

 

 

Cheio de ínfimos e deliciosos detalhes, Lotsa de Casha é um festim visual.

Aqui pode ser lida uma entrevista a RP.

 

 

 

Jan Tove


Graças à IKEA, tropecei numa brisa fresca proveniente da Escandinávia: Jan Tove.

 

Nascido em Boras (Escandinávia) em 1958, Jan Tove é um nome já conhecido entre a fotografia ambiental.
Iniciou a sua carreia como fotógrafo profissional de Natureza em 1988 e em 1997 começou a dedicar-se ao tema paisagístico (caos e padrões aleatórios).

 

Recebeu em 2005 o prémio da Scandinavian Nature Photographer of the Year (Swedish Environmental Protection Agency - Naturvårdsverket).

 

  

Um pouco de cor

 

Girassol - Helianthus annus L.

"Originária da América e cultivada na Europa.

O óleo da semente de girassol é utilizado como meio de diluição para pigmentos na técnica de pintura a óleo. É também uma planta tintureira: as suas flores são usadas para tingir de amarelo."

@ Casa da Cerca.

Fables

 

Admito que, tal como um peixe que "morde" o anzol, o que me prendeu a atenção foi a lombada.

Sim, que a única coisa que me fez pegar naquele comic foi a capa.

É verdade que ao desfolhar o livro torci o nariz ao sentir o cheiro da tinta e ao ver as pranchas, e que ainda assim sentei-me num banquinho para um "ora deixa cá ver o que é isto", somente graças às páginas que separavam os diferentes contos.

E ainda bem que o fiz!
 

O Fables foi-me conquistando aos poucos e encontro-me neste momento rodeada de alguns capítulos que leio sofregamente, totalmente rendida a esta novela.

 

Numa breve pesquisa, ficamos a saber que esta serie iniciou-se em 2002, que ganhou alguns prémios e foi (é?) aclamada pela crítica.

 

Recordem todas as personagens dos contos que vos liam enquanto pequenos - não se  esqueçam sequer do "cordeirinho da Maria" (Mary Little Lamb).
Agora coloquem-nas a interagir entre si numa cidade em (quase) tudo igual às nossas... a Fabletown. E que estas personagens podem até interagir no nosso quotidiano mais pacato.
O circo está sem duvida alguma montado.

 

É uma novela escrita a várias mãos, mas três nomes aparentam estar sempre presentes: Bill Willingham, Mark Buckingham e Steve Leialoha.
Mas para um feedback assertivo, o melhor será contactar OOLDC.

 
De caminho, tropecei num outro Fables: 1001 Nights of Snowfall (onde Mark B. marca novamente presença, com umas belas aguarelas) que recuperam de forma retorcida os velhos contos e com um grafismo de salivar. Mencionando alguns:
- a "Arte Nova" de Charles Vess e Michael Kaluta;
- o realismo de Jonh Bolton
- o "Tim Burton" de Esao Andrews.

 

Quinta do Conventinho

 

O Museu Municipal de Loures, encontra-se a realizar visitas guiadas com animação (por membros do Teatro Independente de Loures) no espaço da Quinta do Conventinho.

 

A primeira realizou-se no dia 06 de Junho, onde nos foi dado a conhecer toda a História socio-cultural e artística (desde os períodos  sangrentos das guerras às artes decorativas), a par de algumas curiosidades como o "escândalo das notas de 500$00".

 

Aos mais cépticos, é garantida uma visita nada enfadonha e cheia de informaçao pertinente facultada pelos historiadores que a acompanham. 

 

Na capela pudemos visitar a cripta sob do altar mor.
Alberga o único sarcófago na igreja, que apresenta esculpido o brasão dos Castros, levando a crer que pertencerá ao fundador do Convento do Espirito Santo: Luís Castro de Rio.

O local foi alvo de sucessivos enterramentos que acabaram por obstruir a entrada. São no entanto ainda visíveis alguns pormenores do cerimonial fúnebre a que esta cripta esteve sujeita ao longo do tempo: marcas do arder de velas, dedadas no estuque, alguma coloração - indícios de uma pintura parietal, marcas de ferragens no sarcófago deixadas pelo empilhamento de caixões, etc.

 


Os espaços verdes do Museu são muito agradáveis, convidando ao prazer do ócio.
Sugestão: levar um piquenique, uma leitura e procurar o campo com as oliveiras.
O MP3 é também aconselhável: não irão encontrar a calmaria que reina noutros locais.

 

As próximas visitas serão:
04 de Julho, sábado, 15 horas
29 de Agosto, sábado, 15 horas
19 de Setembro, sábado, 15 horas

 

A inscrição para estas visitas guiadas no âmbito da exposição De Convento a Conventinho. Biografia de um espaço e integrado na dinamização do EntreArtes – Descubra o Património, está sujeita a marcação prévia, até 2 dias antes das datas indicadas.

Local: Museu Municipal de Loures – Quinta do Conventinho
Contacto para inscrição: 219839600

Dado que o Museu não se encontra devidamente assinalado, para quem vem de Lisboa pela Autoestrada, depois de passar a Câmara Municipal, terá de passar 3 rotundas até dar com a Ford de Loures, no lado direito - é mesmo ao lado.

Em alternativa junto à Câmara Municipal existe um posto da PSP - vão até lá, que gentilmente vos será facultada a informação.

Momento: "Oh que fofo".

Criaturas que podem ser encontradas ao meio-dia e à meia-noite, ambas nutrindo uma tendência suicida atroz:
- um pardalito taralhoco;
- um ouriço desorientado mal cheiroso: segundo consta, o mau-cheiro é característico, nada correspondendo à imagem idílica que tinha destes animais.

 

  

 

Dado estes dois seres não diferenciarem estrada de berma, esta última teve de ser substituída por:
- um amontado de mato - depois de me certificar que os pardalum-mor-barulhentum (nome cientifico) estavam por perto;
- um pinhal próximo - depois de uma singela viagem na bagageira (não ia fazer 100 metros com um cacto em forma de bola nas mãos... e por acaso já mencionei o mau cheiro?).

 

... e antes que questionem: nenhum deles foi molestado no processo e ambos respiravam quando os deixei.

Oh gente de pouca fé, pft.