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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

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A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e Outros Contos

 

"A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e Outros Contos".
O título um engodo: aqui as palavras chaves são "e outros contos".

 

Este livro de pouco mais de 170 páginas com inúmeras gentis ilustrações (Arthur Rackham), contém um conjunto de histórias e alusões a outras tantas - facilmente identificamos algumas delas presentes na nossa cultura portuguesa (a mulher de branco será uma delas).

 

É uma recolha de estórias locais, romanceada por Washington Irving: um aventureiro nova iorquino que, aos 21 anos, depois de viajar até à Europa, ficara fascinado pelo que encontrava nas suas incursões.

Uma leitura muito levezinha e descontraída.

 

"(...) à medida que os anos de casado se iam acumulando; a índole azeda nunca adoça com a idade, e a língua afiada é a única ferramente cortante que cresce com o uso permanente.",
IRVING, Washington, "A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e Outros Contos", Lisboa, Tinta-da-China, 2008, p.97

Lido por aí sobre Santiago Sierra

"Fora do espaço das artes, Sierra não acredita no mercado livre e mostra-nos que todas as relações de trabalho são relações pagas de puro sadismo e humilhação. No campo da arte, Sierra não acredita igualmente numa relação livre autor-espectador que não envolva dinheiro."

 

"(...)  onde o dinheiro pode comprar todo o tipo de humilhação. Por isso, Sierra interage, sim, mas humilha o espectador com genialidade, e mostra que o grande desejo das democracias é ter figurantes como os seus - passivos, obedientes e pagos para tal."

Lido AQUI.

 

Quanto mais vasculho sobre Santiago Sierra mais me questiono quanto à sua saúde mental e à de todos os participantes e se simplesmente não estará a gozar com o pessoal.

Wall como Parede

"We enter the Cistern of Casa da Cerca through a short, narrow stairway. It's a brief descent but we do it cautiously, measuring our steps; soon a scene, an action, surrounds us.

On the walls, several images show the obsessive movements of a female figure: a woman."

 

Link para o vídeo.

 

Na Cisterna Casa da Cerca (Almada), podem ser observadas um conjunto de fotografias que compõe a obra de Rita Barros: Wall
Estas mostram o corpo da artista que, através de suaves mudanças induz o movimento impelindo o observador a avançar ao longo da parede.

 

A ideia não será nova, mas resulta sempre.


Alguma informação AQUI

E porque estou com insónia eis uma rubrica ao estilo adolescente.

Meu Querido Diário,

Para combater uma persistente dor de cabeça (talvez derivada do esforço com que me debati  todo o dia perante a imagem sedutora de saltar daquele último andar onde trabalho), decidi por bem ir cura-la no cinema a ver o Wolverine-não-sei-quê-do-begginning.

Na altura pareceu-me boa ideia.


Aqui fica a visão de quem só conhece o nome e "vida" de 3 personagens dos X-Men.

 


# do filme Blade vs do filme Wolverine.
É impressionante a quantidade de inutilidades em que eu reparo
e nas cacas que arquivo no cérebro
.


O Ray Reynolds foi um desperdício naquele papelucho de segunda categoria.
E ao ver o Remy Lebaux por T. Kistch só me recordava da palavras sábias da minha amiga MJ:

- "pois... está uma pessoa à espera 1 trilogia para ver o Gambit, ele não aparece... e quando aparece mais valia ter ficado quieto..."

Ora nem mais, caríssima.
Diria até que é insultuoso.

 


# Este Taylor Kitsch tem tanto de Remy como eu de Pamela Anderson.


Agora, há personagens que assentam que nem luvas aos actores: fiquei de extasiada ao ver Liev Schreiber, com o background de papeis mais pacaots, a dar vida ao "meu" Sabertooth.

Quanto à dor de cabeça: e não é que passou? Mais relaxada do que se tivesse ido para casa passar pelas brasas, desconfio que Hugh Grant e Ray Reynolds tenham algo a ver com isso...

Pois, sempre fui muito sugestionável.

Momento de pânico

Acabo de ver o filme V for Vendetta (finalmente...) e há algum tempo que não via algo tão aterrador.

 

Não sei porquê, mas a imagem de Barack Obama nunca parou de se lançar no meu subconsciente.
E a imagem não era positiva.

 

... A voz de Hugo Weaving a martelar-me ao ouvido, não está em nada a ajudar ao meu apaziguamento.

Eu não devia ter visto isto.

Eu realmente não devia ter visto isto.

Barbadinhos em Lisboa

Na zona da Madredeus (Lisboa) encontra-se a Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos.
"Destinada à elevação das águas provenientes do rio Alviela para o reservatório da Verónica e para a Cisterna do Monte (...)" esta Estação "permitiu aumentar consideravelmente o volume de água fornecido à cidade de Lisboa."

Neste espaço pode ser vista a gigantesca maquinaria, toda oriunda das oficinas de E. W. Windsor de Ruão que funcionou ininterruptamente entre o período de 1880 a 1928.
Vemos também um expositor que nos fala de uma obra pioneira: a Central do Biel erigida na Cascata do Agueirinho, um ex-líbris de Vila real.

 


O local, muito calmo, reporta-nos à época industrial, onde parece que as máquinas eram construídas como se uma obra de arte se tratasse.
No último piso de piso e tecto em madeira envernizada ouvimos o chilrear constante de pássaros intrusos enquanto observamos o rio que se estende para além de gigantes vãos.

No piso térreo, encontra-se a exposição permanente. Esta, repleta de curiosidades, mostra-nos condutas entupidas por calcário, as promessas de fornecimento de água por cumprir dos governantes, variados instrumentos de outros tempos, etc.

 

 

    # conduta de ferro obstruída pelo calcário.


O Museu é simpático ainda que demonstre imensas falhas que poderiam ser facilmente corrigidas: disposição das peças mais apelativa, placares bilingues, informação quanto ao preço dos livros expostos (dos dois escolhidos, nenhum tinha preço e o funcionário, ainda que atencioso, não conseguiu descobrir depois de um telefonema).

E principalmente  retirar de imediato a bela secretária do Director Delegado das Águas de Lisboa de Sr. Carlos Augusto encurralada num local de passagem, colocando-a num local nobre.

 

 

Escusado será dizer tratar-se de um excelente spot fotográfico.

5ª maratona Fotográfica - EPAL

Com muita chuva, realizou-se a 5ª maratona fotográfica da EPAL.

No meio de tanta parafernália profissional a minha presença era quase insultuosa.

No entanto, tratou-se de uma óptima oportunidade de visitar gratuitamente os diversos núcleos da EPAL espalhados por Lisboa. ihihih.

Para o ano há mais!

O Rapaz que Chutava Porcos

Era uma vez um menino muito mau que gostava d chutar o porquinho da irmã - na verdade, ele gostava de chutar qualquer coisa. Ai, como ele se deliciava ouvir o achincalhar das moedinhas no seu interior, mesmo antes deste se despenhar na tola de um qualquer que junto da casa passasse.

A sua maldade depressa evolui para o grotesco, quando toma as pessoas como alvo.

 

 

"O rapaz que chutava porcos", de Tom Baker é um livro bem humorado - de um humor quase infantil mas ao mesmo tempo mórbido.
Uma excelente leitura de praia que rapidamente é devorada.

 

As suas delineadas ilustrações são hilariantes tal como é divertida o empolgamento das descrições vazias saídas das bocas de pretensos jornalistas. Uma verdadeira "verborreia jornalística" à qual estamos mais ou menos habituados no nosso real quotidiano.

 

BAKER, Tom, "O Rapaz Que Chutava Porcos", Lisboa, Editorial Teorema, 2003