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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

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conceitos sob o ponto de vista do observador

A Geração Rasca morreu. Viva a Geração Telemóvel.

 

*** Recebido por email ***

 

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Comentário por Alice Vieira, Escritora (sendo dela ou não, o comentário é na mesma acutilante)


 

Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.

Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os "Morangos com açúcar", só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido.

Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos - bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se.

Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro.

Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!

O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social.

Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador.

Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar.

Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs.

E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano.

E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.

Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.

Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.

E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse.

A aluna que agrediu esta professora é a mesma que empurra um velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.

A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar.


A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento.

E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã.

E nós deixamos.

 

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Restauro da Charola do Convento de Cristo em Tomar em Diário

 

A equipa que se encontra a efectuar o restauro da charola do Convento de Cristo em Tomar, tem um blog!

 

Para já, pouca novidade, mas muita fotografia de detalhes nem sempre fáceis de alcançar à vista desermada.

(na última visita - um punhado de meses, verifiquei um vesdadeiro estaleiro. A escuridão que sempre existiu e que nunca facilitou a visualização estava então pior.... Será que a iluminação vai ser estudada e alterada?)

 

Para o albúm: AQUI

Para o blog: AQUI

 

 

Villa Romana do Montinho das Laranjeiras

  

Perto de Guerreiros do Rio (a caminho de Alcoutim, Algarve), podem ser visitadas as ruínas de uma villa romana.

As ruínas do Montinho das Laranjeiras, estão situadas num local privilegiado: junto ao rio Guadiana, uma cheia de 1876 deixou a descoberto vestígios de ocupações que atravessam várias épocas: islâmica, visigoda, romana.

Não se poderá dizer que o local se encontre votado ao abandono, mas vegetação rasteira parece tomar conta do espaço.
Informação clara, dá pistas sobre o que pode ser visto neste local.
Uma torre, fornece aos seus visitantes vista priveligiada sobre esta estação arqueológica.

Algumas ideias que podem ser retidas nos placards informativos.

A "pars frctuaria", local onde se guardariam os produtos agrícolas, dataram do século I. Graças à análise a peças cerâmicas recolhidas aquando dos trabalhos arqueológicos, verificou-se que existiriam trocas comerciais com o Norte de África.
As invasões dos povos bárbaros poderão ser a origem do colapso desta comunidade de comerciantes.


Datada dos finais do século VI e inicio do VII, podem ser vistos vestígios de uma igreja de planta cruciforme.
O surgimento desta edificação neste local pode ter beneficiado pelo contexto histórico da época: com o III Concílio de Toledo (589), o catolicismo foi declarado como a religião oficial.

Algumas sepulturas subsistem e a sua disposição díspar pode ser indicio de utilização do edifício pelo povo islâmico.

Clique na imagem para aumentar >>






Do periodo islâmico, séculos XII e XIII, subsistem duas habitações geminadas, as "buyut".

Possivelmente propriedade de uma única família, não seriam habitações palacianas. Dado o local, junto às margens do Guadiana, poderiam ser hospedarias - as "funduq".


Clique na imagem para aumentar >>












Vestígios de mosaicos onde ainda se consegue distinguir alguma policromia.







Clique na imagem para aumentar >>









Pirata de madeira


Um Corsário despojado das mais belas riquezas de metal e pedra repousa embalado no seu fiel porto de abrigo vermelho sangue.
 
O seu o corpo cansado mostra as marcas de tantas vitórias, como de derrotas.



É um pirata que, como o seu mestre, nos rouba. Rouba-nos alguns instantes do nosso olhar e nos prende na sua figura.

Sábados de manhã




Nada como um Sábado de manhã, com um sol ainda tímido a espreitar, preparar o nosso Ferrari, tê-lo lavadinho e cheirosinho, e já dentro desse mesmo Ferrari, de óculos escuros colocados e música no máximo, preparar-mo-nos para brindar o nosso dia de descanso.



Obrigada à F. Atómica pelo tapa-sol favorito há muito oferecido.



Let's luca-ta-trailer

O Risky Business tem uma cena que se tornou num clássico moderno. Cena esta protagonizada por Tom Cruise.

Este filme de culto para muitos, datado de bláblá ,blábláblá, blá...


Oh senhores!
Mostra aí o clip!





Filme "patrocinado" por Libertismo.


O filme era sobre o quê mesmo?...
*coft-coft*

Procissão da Tochas Floridas - São Brás de Alportel




Todos os anos, no dia de Páscoa, São Brás de Alportel ornamenta as suas ruas, portas e varandas de flores.
Este ano, não foi excepção.

Tudo se prepara para a grande procissão das Tochas Floridas: sobre um manto de flores, homens lado-a-lado, percorrem as ruas aclamando Cristo:
- um dá o mote: "Ressuscitou como disse?" ao que os restantes respondem - ALeluia! Aleluia! Aleluia!




Segundo a Wikipédia (que tem o valor que tem...), única fonte de informação online que encontrei sobre o tema, a procissão das Tochas Floridas terá começado no século XVII.
A razão desta manifestação religiosa ser encabeçada por homens prende-se com a existência na altura de confrarias.





Numa conversa com um senhor que assistia fiquei a saber que esta tradição esteve algum tempo sem a participação do padre - isto há muito tempo.
Porquê?
Porque inicialmente, esta procissão não era feita nos moldes actuais.

Os participantes, sempre homens da terra, para "limpar a garganta" entre os "Aleluia", tinham por hábito parar em todas as "capelinhas" para beber uma "aguardentezinha" ou uma "ginjinha".
Como será de esperar, a meio, os "Aleluias" começavam a soar a tudo, menos... ao "Aleluia".
"E o Padre, chateou-se com isso." - dizia ele.

 
   


Hoje em dia, tornou-se numa atracção turística ainda que se procure manter alguma da tradição e do espirito religioso.

A Associação Cultural Sambrasense com apoio da Câmara Municipal, tem tudo estruturado para que nada (ou pouco) falhe neste dia.
Concursos da mais artística ou bela tocha são feitos, planos delineados, animação ao longo da tarde.


 


As passadeiras de flores são dignas de serem observadas com cuidado: pequenos pormenores que marcam a diferença pautam estes mantos e demonstram a sensibilidade de quem os fez.





As tochas, algumas de formatos no mínimo "curiosos", mostram toda a criatividade e especialmente, o empenho de quem as fez.

Os que tiverem interesse vão com tempo, para poderem, sem encontrões ou empurrões, vislumbrar todo este trabalho popular.