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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

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conceitos sob o ponto de vista do observador

Mas é que nem a propósito

Cheio de lugares comuns urbano depressivos, muitos floreados e citações de pensadores/ artistas à mistura, "O Evangelho da Serpente" é, faltando termo melhor, uma valentíssima seca.

Consegui chegar à página 86 das 168 (e que letras e as margens espaçosas tem este livro).

 

 

Eis o parágrafo causador de tamanha leitura:

"A minha mãe era um ser livre. Uma ave à solta num alto céu de verão. Costumava dizer que os homens são como as chuvas, imprescindíveis à vida, revigorantes, mas quando chegam, e em se demorando um pouco mais, logo sentimos saudades dos dias de sol."

 

HAYAT, Faíza, "O Evangelho Segundo a Serpente", Lisboa,Dom Quixote, 2006, p.19

 

Caí no engodo.

Previsível, previsível.

 

 

 

Aos interessados, dois feedbacks opostos:

- o que enaltece a erudição deste livro: para dar um toque "je ne sais quoi" falam em muitos textos em língua morta e de religião.

- aquele que se surpreende com o mistério: há um homem reinadio e que é muito culto (!?!) e de espírito livre pelo qual todas as mulheres se apaixonam, mesmo que ele passe a vida a aparecer e a desaparecer, sem dar cavaco a ninguém.

 

#inspira-me.

Respostas:

- Whatever Looser

- Lourencinha.

- Poemas da Bruma.