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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

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Henri Fantin-Latour, do romântico ao imaginário fantástico

 

 

Estiveram expostas na Gulbenkian (Lisboa) (até ao passado dia 06 de Setembro) um conjunto de pinturas e desenhos de Henri-Latour (1836/ 1904) - vide AQUI


Esta exposição, uma parceria com o Museu Thyssen-Bornemisza de Madrid surge, segundo Vincent Pomarède, curador da exposição, de um desejo de dar a conhecer Henri Fantin-Latour e permitir uma nova abordagem quanto à noção do modernismo na arte dos finais do século XIX.

 

A exposição em si, toda ela na penumbra, pecou por os quadros se encontrarem um pouco amontoados e tal como referido, pela ausência de luz (só um morcego se conseguiria orientar ali à vontade...)
Por certo que as cores dos belos quadros principalmente os sob o tema de natureza morta, mostrariam todo o seu esplendor colorido.

 

Algumas imagens disponibilizadas pelas Gulbenkian, AQUI

 

 

 

 

 

 

Algumas ideias sobre a Henri Latour:


- no seu inicio de carreira dedicou-se aos auto-retratos, uma prática comum entre 1854-61;
- trabalhou como copista, retratou muitas figuras femininas num registo intimista e realista, mas também personalidades conhecidas tais como Manet;
- foi incentivado a representar motivos florais - o pormenor e as texturas são muito belas;

- apaixonado musical, pintou alegorias e temas do imaginário baseado no que ouvia; Inspirou-se em nomes como Richard Wagner, Schumann - "the painting of the future", era assim que anunciava a sua pintura nesta fase;

- passou pelo Romantismo (1), pelo Realismo (2), ficando no final de carreira pelo Simbolismo (3) com os seus "temas da imaginação".

 


Algumas noções:
1) Romantismo - 1820/50, é a fase da elevação dos sentimentos: "os sentimentos acima da razão" (li outrora isto algures....)
2) Realismo - 1840/ 60, reflecte o real físico e social, dando primazia aos temas sociais do mundo rural e urbano;
3) Simbolismo - 1880/90, surge como contra-corrente do naturalismo onde os elementos que fazem uma pintura deveriam ser expressivos em detrimento do descritivo; "um imaginário livre de preconceitos" (...) "revelando um espírito visionário que transforma o mundo".