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smobile

conceitos sob o ponto de vista do observador

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conceitos sob o ponto de vista do observador

Brilhantes como lantejolas

 

No âmbito do Festival dos Oceanos (dedicado ao Ano Internacional da Astronomia), a Rua do Ouro em Lisboa encontra-se iluminada por 11.500 lâmpadas.

O autor deste planetário é o cenógrafo Carmelo Giammello e segundo a BestArtis, é uma obra pertencente "ao Festival LUCI d’Artista, onde foi apresentada pela primeira vez, em 1998, e está dependente de uma solicitação oficial entre o Turismo de Lisboa e a Câmara de Turim – Itália."


Tudo isto pode (é?) ser verdade e o seu brilhantismo enquanto cenógrafo e artista plástico contemporâneo extravasar a fronteira italiana e ser inegável.


Pessoalmente, como mera espectadora, achei todo aquele aparato... foleiro.

 

A leitura espacial é péssima: as constelações misturam-se numa confusão visual. Tudo não passa de um borrão luminoso.
Aqui, dou o beneficio da dúvida e culpo a escolha do local: demasiado estreito, demasiada luminosidade, demasiado curto para tanta constelação.


Enquanto me deslocava ao longo da rua, não me conseguia desligar da imagem das luzes natalícias - obviamente, aqui o autor não terá a culpa de a Câmara recorrer à luz azul e branca nas festividades e aqui culpabilizo a Câmara por não se ter lembrado deste pormenor.

Mas a forma como o Carmelo Giammello recorreu à luz e a solução adoptada é foleira, nada trazendo de novo.

 

 

 

 


Daí a minha assaz estranheza ao ler toda a pompa e circunstância em torno desta instalação (?).
Admito que é "gira", mas para uma artéria de uma capital?

 

Também seria interessante colocarem alguma informação pelo menos nos extremos da rua: evitaria o embaraço de ouvir comentários em modo de pergunta se estas luzes pertencem à festa do Saint Antony.

 

>> (3/10)*